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quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Banco do Nordeste destina R$ 154,7 milhões em crédito ao comércio varejista ampliado de Sergipe

 

O Banco do Nordeste (BNB) destinou R$ 154,7 milhões em crédito ao comércio varejista ampliado em Sergipe entre janeiro e agosto deste ano. Esse montante reflete o bom desempenho do setor, que registrou um crescimento de 8,8% em julho, superando a média nacional de 7,2%. A análise foi realizada pelo Etene (Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste), órgão vinculado ao BNB, com base nos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

As atividades que mais se beneficiaram dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) foram o comércio de alimentos e bebidas, que liderou com R$ 48,1 milhões. O comércio de combustíveis, peças e acessórios para veículos movimentou R$ 17,2 milhões, enquanto o setor de roupas e acessórios obteve R$ 10,4 milhões. O segmento de materiais de construção também se destacou, com R$ 7,6 milhões em financiamentos.

Ao se beneficiar da maior oferta de crédito do BNB, os gestores do comércio de alimentos e bebidas terão a oportunidade de expandir sua participação no mercado ou fechar novas parcerias de fornecedores a partir do dia 9 de outubro, no Supervendas Sergipe 2024. Considerada a maior feira de negócios do estado, o evento reunirá o setor supermercadista, atacadista e distribuidor no Centro de Convenções de Sergipe AM Malls, em Aracaju.

O Supervendas Sergipe atrairá um público-alvo composto por supermercadistas, distribuidores, donos de pequenos mercados, bares e restaurantes. A expectativa é que, durante os três dias de evento, o volume de negócios ultrapasse R$ 150 milhões.

Com informações BNB e Supervendas

Foto Destacada: Freepik

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Censo 2022: mulheres são maioria em todas as regiões pela primeira vez

As mulheres são, pela primeira vez em cinco décadas, maioria em todas as grandes regiões do Brasil. Faltava apenas a Região Norte para consolidar a tendência histórica de predominância feminina. Não falta mais, segundo o Censo Demográfico de 2022, que teve novos resultados divulgados hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O país tem uma população residente de 203.080.756. Deste total, 104.548.325 (51,5%) são mulheres e 98.532.431 (48,5%) são homens. O que significa que existe um excedente de 6.015.894 mulheres em relação ao número de homens. O IBGE considera, para fins de registro, o sexo biológico do morador atribuído no nascimento.

O principal indicador usado pelo IBGE nessa categoria censitária é chamado “razão de sexo”, que leva em consideração o número de homens em relação ao de mulheres. Se o número for menor do que 100, há mais mulheres. Se for maior do que 100, há mais homens. Se em 1980, havia 98,7 homens para cada 100 mulheres, em 2022 essa proporção passou a ser de 94,2 homens para cada 100 mulheres.

Na divisão por regiões, a razão de sexo do Norte era 103,4 em 1980. No último Censo, em 2010, era 101,8. Agora, é 99,7. No Nordeste, considerando os mesmos anos, passou de 95,8 para 95,3 e agora é 93,5. No Sudeste, de 98,9 para 94,6 e 92,9. No Sul, de 100,3 para 96,3 e 95,0. E no Centro-Oeste de 103,4 para 98,6 e 96,7.

Quando se consideram os grupos etários no Brasil, a proporção de homens é maior entre o nascimento e os 19 anos de idade. Entre 25 e 29 anos, a população feminina se torna majoritária e a proporção continua crescendo nas idades mais avançadas. O IBGE explica a diferença inicial pelo número maior de nascimentos de crianças do sexo masculino. E a mudança na idade adulta pelas taxas maiores de mortalidade masculina na juventude.

“As causas de morte dessa população jovem masculina estão relacionadas às causas não naturais. Que são as causas violentas e os acidentes que acometem mais a população entre 20 e 40 anos de idade. Muito mais do que acontece com as mulheres”, afirma a pesquisadora do IBGE Izabel Guimarães.

Unidades da Federação

A análise por Unidades da Federação mostra que o Rio de Janeiro é o que tem a maior proporção de mulheres. A razão de sexo do estado é de 89,4 homens para cada 100 mulheres. Em números absolutos, são 16.055.174 de habitantes. Deste total, 8.477.499 (52,8%) são mulheres e 7.577.675 (47,2%) são homens.

Entre os cinco primeiros desse ranking, vêm logo na sequência o Distrito Federal (91,1), Pernambuco (91,2), Sergipe (91,8) e Alagoas (91,9).

O Mato Grosso lidera a lista de estados com maior proporção de homens. A razão de sexo é 101,3 homens para cada 100 mulheres. Em números absolutos, são 3.658.649 de habitantes. Deste total, 1.817.408 (49,7%) são mulheres e 1.841.241 (50,3%) são homens.

Apenas outros três estados do país têm predomínio masculino na população: Roraima (101,3), Tocantins (101,3) e Acre (100,2).

Municípios

O Censo 2022 também leva em consideração o sexo da população em cada município. E os números mostram que o número de habitantes em cada um deles influencia diretamente na diferença entre homens e mulheres. Quanto mais populosos, maior é a presença feminina.

Nos municípios com até 5 mil habitantes, a razão de sexo é, em média, de 102,3 homens para cada 100 mulheres. Entre 5 mil e 10 mil habitantes, o indicador fica em 101,4. Entre 10 mil e 20 mil, 100,3. As mulheres começam a ser maioria naqueles que têm entre 20 mil e 50 mil: razão de sexo é 98,4. Entre 50 e 100 mil, 96,2. Entre 100 mil e 500 mil, 93,3. E para aqueles que possuem mais de 500 mil, o indicador é 88,9.

Na lista dos municípios brasileiros com a maior razão de sexo, nove dos dez primeiros são do estado de São Paulo. O líder é Balbinos, que fica na Região Geográfica de Bauru, e tem 443,64 homens para cada 100 mulheres. Na sequência vêm Lavínia-SP (286,63), Pracinha-SP (250,27), Iaras-SP (209,51), Álvaro de Carvalho-SP (204,5), Pacaembu-SP (195,35), São Cristóvão do Sul-SC (184,57), Florínea-SP (181,92), Serra Azul-SP (178,54) e Marabá Paulista-SP (165,72).

“Esse número maior de homens vai acontecer em muitos municípios com uma população carcerária grande. Ela é contada por meio dos domicílios coletivos no Censo Demográfico e, em Balbinos e outros municípios principalmente de São Paulo, a razão de sexo vai ser muito alta por causa dessa população que vive em presídios masculinos”, disse Izabel Guimarães.

Entre os municípios com menor razão de sexo, o destaque é Santos, em São Paulo, com 82,89 homens para cada 100 mulheres. Logo vêm Salvador-BA (83,81), São Caetano do Sul-SP (84,09), Niterói-RJ (84,53), Aracaju-SE (84,81), Recife-PE (84,87), Olinda-PE (84,89), Porto Alegre-RS (85,24), Vitória-ES (86,18), Águas de São Pedro-SP (86,45).

Por Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

Foto:  Bedneyimages / Freepik


sexta-feira, 14 de abril de 2023

Em janeiro, vendas no varejo sergipano sobem em 4,4%

O comércio varejista em Sergipe avançou 4,4% na passagem de dezembro a janeiro de 2023, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o crescimento chegou a 7,1%. Os avanços também foram sentidos na receita nominal, que em janeiro de 2023 avançou em 5% e na comparação com o mesmo período do ano passado cresceu em 12,2%.

As vendas no comércio varejista no país cresceram 3,8% em janeiro de 2023, registrando a maior variação para o mês desde o início da série histórica, em 2000. Na comparação com janeiro de 2022, o crescimento foi de 2,6%, o sexto positivo consecutivo nesse índice.

23 das 27 Unidades da Federação registraram alta em janeiro

Na análise regional da PMC, a passagem de dezembro de 2022 para janeiro de 2023 registrou alta no volume de vendas em 23 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Espírito Santo (8,8%), Tocantins (8,7%) e Roraima (7,4%). Entre as quedas, as maiores influências foram de Mato Grosso (-1,7%), Amapá (-1,6%) e Paraíba (-1,7%).

No comércio varejista ampliado, houve aumento em 18 Unidades da Federação, com destaque para: Sergipe (8,7%), Espírito Santo (6,6%) e Roraima (6,4%). Tocantins (-4,8%), Mato Grosso (-4,2%) e Pará (-3,0%).

Comércio varejista ampliado em Sergipe registra maior aumento do país

No comércio varejista ampliado, que inclui Veículos, motos, partes e peças e Material de construção, os resultados foram positivos já que o volume de vendas em janeiro de 2023 avançou 8,7% e o índice da receita nominal chegou a 8,4%.

Com esse resultado, Sergipe registrou o maior avanço do país nesse tipo de varejo, sendo acompanhado pelo Espírito Santo (6,6%) e Roraima (6,4%).

Foto: Prefeitura de Aracaju / André Moreira

Fonte: IBGE em Sergipe

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Vendas do comércio varejista em Sergipe voltaram a crescer em novembro

O volume de vendas do comércio varejista em Sergipe subiu 1,3% em novembro, frente a outubro, na série com ajuste sazonal. Em relação ao mesmo período de 2021, houve aumento de 8,9%. Na variação acumulada no ano, com base igual período do ano anterior, houve acréscimo de 0,9%. Já o acumulado dos últimos 12 meses registrou queda de 0,4%. Os dados, com base na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pelo Observatório de Sergipe.

Em novembro, a receita nominal do varejo em Sergipe também cresceu em relação a outubro, 1,5%. Na comparação anual, houve alta de 13,3%. A variação acumulada no ano, base igual período do ano anterior, foi de 14,0%; e dos últimos 12 meses, de 12,9%.

Varejo Ampliado

No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o volume de vendas no estado subiu 3,7% em relação ao mês anterior. Frente a novembro de 2021, o comércio varejista ampliado variou 0,2%. O acumulado do ano, base igual período do ano anterior, variou 0,5%; e dos últimos 12 meses, em  -0,4%.

A receita do varejo ampliado fechou o mês com aumento de 3,7%, em comparação com outubro. Já em relação a novembro de 2021, o aumento foi de 6,6%. A variação acumulada no ano, base igual período do ano anterior, foi de 13,8%; e dos 12 meses, de 13,0%.

Cenário Nacional

Na comparação com outubro, na série com ajuste sazonal, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista caiu 0,6%, com resultados negativos em 20 das 27 unidades da federação, com destaque para Amapá (-5,6%), Alagoas (-3,9%) e Maranhão (-2,7%). As variações positivas foram registradas em Tocantins (2,4%), Piauí (1,5%), Espírito Santo (1,5%), Sergipe (1,3%), Distrito Federal (0,6%) e Ceará (0,2%). Santa Catarina apresentou estabilidade (0,0%).

Com relação ao comércio varejista ampliado, na comparação com outubro, o país caiu 0,6% com resultados negativos em 14 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Alagoas (-5,6%), Amapá (-3,3%) e Minas Gerais (-2,9%). Em contraste, Tocantins (9,8%), Sergipe (3,7%) e Rondônia (2,2%) apresentaram variações positivas.

Fonte: Observatório de Sergipe

Foto Destacada: PublicDomainPictures