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quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Banco do Nordeste destina R$ 154,7 milhões em crédito ao comércio varejista ampliado de Sergipe

 

O Banco do Nordeste (BNB) destinou R$ 154,7 milhões em crédito ao comércio varejista ampliado em Sergipe entre janeiro e agosto deste ano. Esse montante reflete o bom desempenho do setor, que registrou um crescimento de 8,8% em julho, superando a média nacional de 7,2%. A análise foi realizada pelo Etene (Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste), órgão vinculado ao BNB, com base nos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

As atividades que mais se beneficiaram dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) foram o comércio de alimentos e bebidas, que liderou com R$ 48,1 milhões. O comércio de combustíveis, peças e acessórios para veículos movimentou R$ 17,2 milhões, enquanto o setor de roupas e acessórios obteve R$ 10,4 milhões. O segmento de materiais de construção também se destacou, com R$ 7,6 milhões em financiamentos.

Ao se beneficiar da maior oferta de crédito do BNB, os gestores do comércio de alimentos e bebidas terão a oportunidade de expandir sua participação no mercado ou fechar novas parcerias de fornecedores a partir do dia 9 de outubro, no Supervendas Sergipe 2024. Considerada a maior feira de negócios do estado, o evento reunirá o setor supermercadista, atacadista e distribuidor no Centro de Convenções de Sergipe AM Malls, em Aracaju.

O Supervendas Sergipe atrairá um público-alvo composto por supermercadistas, distribuidores, donos de pequenos mercados, bares e restaurantes. A expectativa é que, durante os três dias de evento, o volume de negócios ultrapasse R$ 150 milhões.

Com informações BNB e Supervendas

Foto Destacada: Freepik

Supervendas Sergipe 2024: expectativa é superar R$ 150 milhões gerados em negócios na 8ª edição

Após um hiato de nove anos, a maior feira de negócios do estado, o Supervendas Sergipe 2024, está agendada para começar na próxima quarta-feira (9), no Centro de Convenções de Sergipe AM Malls, no bairro Inácio Barbosa, em Aracaju. O evento é voltado para os setores supermercadista, atacadista, distribuidores, tecnologia e fornecedores de produtos e serviços. A 8ª edição receberá um grande público, incluindo supermercadistas, distribuidores, proprietários de mercadinhos, bares e restaurantes.

Os números do Supervendas Sergipe 2024 impressionam e destacam a magnitude da feira: serão 1.600 m² de área total, com 80 expositores, que devem receber cerca de 15 mil visitantes ao longo dos três dias de evento. A expectativa é que os negócios gerados na 8ª edição superem R$ 150 milhões.

A feira é aberta ao público e o acesso é gratuito, sendo necessário realizar a inscrição pelo site institucional ou presencialmente. O Supervendas Sergipe ocorrerá nos dias 9, 10 e 11 de outubro e é organizado pela Ases (Associação Sergipana de Supermercados), em parceria com o Sindicadise (Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor de Sergipe) e a Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Sergipe).

Além de apresentar tendências e inovações no mercado, gerar novos relacionamentos e potencializar negócios, o Supervendas Sergipe trará cinco palestras relevantes para ampliar o conhecimento dos gestores e equipes participantes.

Dia 10 (quinta-feira)

Horário:

18h às 19h30

Tema: 

Como Crescer Exponencialmente seu Negócio

Palestrante:

Patrício Darvisson, fundador e Chief Strategy Officer (CSO) da X5 Business, atua como empresário, investidor, mentor e especialista em crescimento exponencial de empresas e empreendedores.


Horário:

19h às 20h

Tema: 

Conversational Commerce: WhatsApp aliado ao CRM

Palestrante: 

Jordão Patrocínio, Gestor de Tecnologia e Informação na Fecomércio Sergipe, pós-graduado em Engenharia de Dados e Lógica de Programação e especialista em Marketing.


Dia 11 (sexta-feira)

Horário:

16h às 18h

Tema: 

Excelência Operacional em Ambientes Varejistas + Gestão de Compras e Estoques

Palestrante: 

André Gabillaud, sócio fundador da Gabillaud e Diretor de Negócios, Expansão e Marketing.


Horário:

18h às 19h

Tema: 

Alinhamento Familiar para Crescer uma Empresa de Meio Século

Palestrante: 

Arthur Trindade, administrador de empresas e Sócio-Conselheiro da Rede de Farmácias JB.


Horário:

19h às 20h

Tema: 

Os Vários Chapéus que o Empresário Precisa Usar e os Momentos Exatos de Trocá-los

Palestrante:

Vital Araújo

Com informações do Supervendas Sergipe 2024

terça-feira, 14 de maio de 2024

Se Liga: pode fazer vaquinha virtual para apoiar candidaturas?

Modalidade é permitida por meio de empresas de financiamento coletivo, mas é preciso seguir as regras

Vaquinha virtual para apoiar candidaturas? Isso existe? Ela é permitida? Pois saiba que é possível receber esse apoio, sim, desde que pré-candidatas, pré-candidatos e partidos políticos cumpram as diretrizes da Justiça Eleitoral. Veja, nos tópicos a seguir, como ela pode ocorrer.

O financiamento coletivo para arrecadar recursos para campanhas eleitorais é permitido, desde que realizado por empresas que prestem esse serviço e estejam previamente cadastradas e habilitadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Também conhecida como vaquinha virtual ou crowdfunding eleitoral, a modalidade ocorre desde 2018, após a reforma eleitoral do ano anterior.

A data permitida para arrecadação de recursos na forma de financiamento coletivo é a partir de 15 de maio, desde que observadas a vedação a pedido de voto e as regras relativas à propaganda eleitoral na internet.

Todas as empresas de financiamento coletivo que vão arrecadar esses recursos, seja por meio de páginas de internet, aplicativos eletrônicos ou outros recursos similares, devem se cadastrar em um espaço específico no Portal do TSE.

Na página sobre o Financiamento Coletivo, também é possível encontrar todas as regras e verificar quais entidades estão com o pedido deferido, ou seja, estão registradas para essa arrecadação.

A modalidade de financiamento é regulamentada pela Resolução do TSE nº 23.607, de 17 de dezembro de 2019, que dispõe sobre a arrecadação e os gastos de recursos por partidos políticos e candidatas ou candidatos.

No financiamento coletivo, somente pessoas físicas podem doar, e a emissão de recibos é obrigatória para cada contribuição, seja por meio de transação bancária, cartão ou PIX. O uso de moedas virtuais para pagamento de doação não é permitido.

O recibo da doação deve conter a identificação da doadora ou do doador, com a indicação do nome completo, do cadastro de pessoas físicas (CPF) e do endereço; a identificação da beneficiária ou do beneficiário, com o CNPJ ou CPF; a eleição a que se refere; o valor doado; a data de recebimento da doação; a forma de pagamento; a identificação da instituição arrecadadora emitente do recibo, com a indicação da razão social e do CNPJ; e a referência ao limite legal fixado para doação.

Na modalidade de financiamento coletivo, não existe limite de valor a ser recebido pela campanha. Entretanto, é importante ressaltar que as doações de valores iguais ou superiores a R$ 1.064,10 somente poderão ser recebidas mediante transferência eletrônica ou cheque cruzado e nominal. Essa regra deve ser observada, inclusive, em caso de contribuições sucessivas realizadas por um mesmo doador, em um mesmo dia.

A empresa de financiamento coletivo deverá disponibilizar, em página da internet, lista com identificação dos doadores, com nome, CPF, meio de pagamento, data da doação e valor. Deverá ser atualizada instantaneamente a cada nova doação, cujo endereço eletrônico, bem como a identificação da instituição arrecadadora, devem ser informados à Justiça Eleitoral.

As empresas de financiamento coletivo, além de estarem habilitadas pelo TSE, devem ser previamente contratadas por pré-candidatas, pré-candidatos ou partidos. As taxas administrativas cobradas pelo serviço deverão ser informadas às candidatas, aos candidatos, às eleitoras e aos eleitores. Elas serão custeadas por candidatas, candidatos e partidos políticos e serão consideradas despesas de campanha eleitoral. Por isso, deverão constar na prestação de contas, com o devido pagamento realizado no prazo fixado entre as partes no contrato de prestação de serviços.

Vale destacar que a liberação e o respectivo repasse dos valores às pré-candidatas e aos pré-candidatos só poderão ocorrer se eles atenderem às exigências definidas na norma: requerimento do registro de candidatura; inscrição do CNPJ da campanha; abertura de conta bancária específica para a campanha eleitoral; e emissão de recibos eleitorais.

Atenção! Caso a pré-candidata ou o pré-candidato não solicite o registro de candidatura, as doações recebidas durante o período de pré-campanha deverão ser devolvidas pela empresa arrecadadora diretamente aos respectivos doadores.

Acesse a página sobre o financiamento coletivo no Portal do TSE.

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral

domingo, 17 de março de 2024

Cidade de Aracaju: que venham os próximos 169 anos


A cidade de Aracaju, conhecida por sua beleza natural, é habitada por um povo ordeiro, trabalhador e receptivo aos turistas que chegam para vivenciar ou residir. Neste domingo, dia 17 de março, a capital completa 169 anos, mas nem tudo é festa nos quatro cantos do município cercado por uma rica natureza abundante e pouco explorada turisticamente.

Quem vive diariamente em Aracaju se depara com problemas que afetam o meio ambiente, o ordenamento do solo, a mobilidade urbana e a rica história do centro da cidade, refletindo o abandono por parte dos poderes públicos.

Muitos dos problemas contemporâneos persistem há décadas e atravessam diferentes administrações da capital. Neste aniversário de 169 anos, que coincide com o ano das eleições municipais, é essencial eleger um prefeito e vereadores comprometidos em trabalhar com dedicação, olhar técnico para atender as necessidades da população de cada região e pensar no futuro do rico meio ambiente e na preservação da história do seu povo.

A falta de políticas públicas eficazes e contínuas por parte dos gestores públicos reflete diretamente na qualidade de vida dos aracajuanos:

- O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Aracaju está em estado de inércia há décadas, impactando o crescimento urbano desordenado, a falta de definição de áreas de preservação e o contínuo aumento populacional que sobrecarrega os serviços públicos e, principalmente, o meio ambiente;

- A falta de revisão do Plano Diretor não atende aos interesses da coletividade e à preservação do meio ambiente, comprometendo o futuro urbanístico da jovem capital;

- Muitas praças públicas estão sem manutenção, e as quadras poliesportivas foram abandonadas pelo poder público, resultando na falta de políticas públicas esportivas nos conjuntos/bairros e no afastamento dos cidadãos das áreas de lazer. Por outro lado, a inatividade do poder público criou uma demanda que incentivou o surgimento de um novo mercado de quadras e campos de futebol privados;

- É inaceitável a poluição ambiental em Aracaju, evidenciada pela presença de publicidade irregular nos muros dos prédios públicos e equipamentos de inauguração de obras (pintura em muro), prejudicando a saúde mental dos cidadãos. Além disso, os pontos de ônibus, postes de energia e equipamentos públicos estão cobertos por cartazes publicitários colocados indiscriminadamente;

- A exibição de publicidade em muros privados (pintura em muro) que competem pela atenção dos transeuntes com espaços publicitários regulares, que pagam impostos ao município, como as placas de outdoor, não deve ser tolerada;

- A mobilidade nas calçadas públicas está comprometida devido à instalação de luminosos publicitários no centro das calçadas, barras de ferro para evitar o estacionamento irregular, além da exibição de produtos dos lojistas e ambulantes sem consideração pelo princípio técnico que garanta a locomoção de pessoas com mobilidade reduzida, como cadeirantes, idosos e outros cidadãos;

- A licitação do transporte público não é prioridade para os gestores públicos. A população sofre há mais de 25 anos com serviços precários e aumento das passagens que não resultam em melhorias;

- Não há uma política de expansão ou melhoria dos modelos de transporte público, como ônibus, táxi lotação, embarcação fluvial, expansão e melhorias das ciclovias e a utilização da malha ferroviária inoperante há décadas, que corta a Zona Oeste e Zona Sul de Aracaju;

- Ruas e avenidas sofrem com a falta de sinalização viária. A falta de manutenção das faixas de trânsito, semáforos e equipamentos contribui para a ocorrência de graves acidentes e óbitos;

- A preservação da mata ciliar dos rios Sergipe e Poxim deve ser levada a sério pelos gestores públicos. As águas estão poluídas devido ao aumento dos imóveis e ao despejo de esgoto sanitário não tratado e outros poluentes;

- A falta de preservação dos rios Sergipe e Poxim impede o desenvolvimento dos esportes náuticos e do turismo na região central. A placa da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), que proíbe práticas esportivas e banho na região do Calçadão da Praia Formosa, reflete a má qualidade das águas e do solo dos rios, que estão altamente poluídos;

- O Parque Ecológico Tramandaí, localizado no coração do bairro Jardins, necessita de manutenção, reflorestamento e proteção das espécies da fauna e flora manguezal. O Parque está em estado crítico devido à inação dos poderes públicos. O esgoto não tratado da expansão imobiliária da região é despejado há quase 30 anos no canal que desemboca no Parque Tramandaí, impactando negativamente o bioma e as águas dos rios Sergipe e Poxim;

- A região do bairro São Conrado, cortado pelo Rio Poxim, sofre com a poluição e mau cheiro, assim como acontece há três décadas no bairro 13 de Julho;

- A devastação da mata nativa dos morros da zona norte e oeste para construção de habitações populares, ou não, é uma realidade na Aracaju contemporânea;

- As zonas norte, oeste e de expansão precisam urgentemente de um olhar técnico e de uma gestão pública profissional focada na preservação e manutenção do bioma manguezal e das lagoas;

- Falta preocupação com a saúde das praias de Aracaju. Basta chover que o lixo plástico oriundo dos rios que cortam a cidade começa a aparecer em grande volume nas areias;

- Também falta coleta seletiva dos resíduos sólidos na areia das praias. Não existem lixeiras espalhadas nas praias mais frequentadas;

- Aracaju precisa disponibilizar banheiros públicos para os frequentadores das praias. Não podemos aceitar turistas fazendo suas necessidades nas dunas da Praia do Havazinho, localizada na Orla da Atalaia;

- É necessário criar um corpo de salva-vidas da Guarda Municipal de Aracaju para lidar com o grave problema de afogamentos nas praias da cidade;

- Seria interessante resgatar o projeto de revitalização da Praia dos Artistas, realizado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e anunciado pela Prefeitura de Aracaju em 2007, para elevar aquela região a um novo patamar turístico;

- Falta uma política de arborização com árvores frutíferas na Orla da Atalaia, com espécies nativas, como os diversos tipos de cajueiros, mangabeiras, mangueiras, jaqueiras, entre outras;

- Nos bairros das zonas norte, oeste e sul, há falta de fiscalização das construções e reformas residenciais ou empresariais. As calçadas públicas são invadidas e a qualidade das obras é duvidosa;

- Os efeitos climáticos extremos estão se agravando ano após ano. A onda intensa de calor neste verão reflete a falta de árvores nativas nos espaços públicos, como os cajueiros, que deram origem ao nome da capital sergipana;

- O aumento da temperatura em toda a região da Avenida Hermes Fontes e Avenida Adélia Franco, após a retirada das árvores nativas do canteiro central, é uma realidade que evidencia a necessidade de aumentar o plantio de árvores;

- Encontrar sombra para estacionar o veículo ou refrescar-se nas ruas do centro de Aracaju está cada vez mais difícil, basta observar o entorno dos mercados centrais. Faltam árvores!

- Falta uma política de desconto no IPTU para os moradores que preservarem ou plantarem árvores no interior de seus terrenos ou nas calçadas públicas;

- As chuvas extremas são uma realidade contemporânea. Os alagamentos ocorrem há décadas em diversas regiões. No entanto, locais antes não afetados passaram a enfrentar transtornos;

- A intensidade do volume de chuva nos últimos anos evidencia a falta de manutenção da rede de coleta das águas pluviais em diversos pontos, além das construções irregulares em locais aterrados indevidamente;

- Os shows que fazem parte das comemorações dos 169 anos de fundação da capital serão realizados na Praça de Eventos Milton Lopes, entre os mercados centrais. No entanto, a área de eventos está estrangulada devido ao crescimento populacional da cidade. Durante o Forró-Caju 2023, os problemas ficaram evidentes para os frequentadores e a população local;

- A Praça de Eventos da Orla da Atalaia também enfrenta o mesmo problema: tornou-se pequena e a infraestrutura não atende à nova demanda da população durante o festejo junino. O trânsito caótico na Av. Santos Dumont e nas ruas paralelas, que não absorveram a quantidade de veículos, compromete a mobilidade dos cidadãos;

- Projetar o futuro da cidade também significa pensar em novas áreas de lazer, esporte e, principalmente, grandes eventos públicos, como acontece nas principais praças do São João no Nordeste, para atender a uma demanda populacional em constante crescimento;

- O abandono da região central de Aracaju é preocupante. A história da cidade, representada pelos casarões, corre o risco de desaparecer nos próximos anos. O Palácio Ignácio Barbosa, no centro da capital, está abandonado há décadas, enquanto várias secretarias municipais estão alojadas em prédios alugados a preços exorbitantes;

- A retirada dos órgãos públicos das esferas municipal, estadual e federal do centro de Aracaju contribuiu diretamente para o enfraquecimento do comércio local e o abandono por parte dos empresários, que enfrentaram falta de segurança e, consequentemente, prejuízos financeiros;

Qual o motivo para os gestores públicos não preservarem as obras realizadas pelas administrações anteriores? É perceptível a falta de manutenção e abandono dos equipamentos públicos. As obras públicas contam a história dos gestores e de seu povo em determinado momento na escala temporal.

O futuro gestor municipal e os próximos vereadores da Câmara de Aracaju, que serão escolhidos pelo voto democrático nas eleições de outubro de 2024, precisarão pensar em ações estratégicas que atendam às necessidades do povo no presente e no futuro próximo.

Não bastará prometer um futuro promissor durante a campanha eleitoral que se aproxima. Será necessário demonstrar mais amor e comprometimento com o futuro dos cidadãos, do meio ambiente e do patrimônio histórico de Aracaju.

Que venham os próximos 169 anos.


quinta-feira, 14 de março de 2024

Governo federal cria grupo para tratar uso de telas por crianças e adolescentes

O governo federal criou um grupo de trabalho para abordar os riscos do uso indevido de dispositivos eletrônicos por crianças e adolescentes. A iniciativa inclui sete ministérios e 19 representantes da sociedade civil, academia e entidades especializadas. 

O objetivo é produzir um guia para o uso consciente de telas, destinado a familiares, cuidadores e educadores, além de embasar políticas públicas nas áreas de saúde, educação, assistência social e proteção dos mais vulneráveis.

Dados da Secretaria de Políticas Digitais da Secom apontam aumento de 64% nas taxas de lesões autoprovocadas por crianças e adolescentes entre 2019 e 2022, relacionadas ao uso de telas conectadas à internet. 

A pesquisa TIC Kids online, do CGI.br, revela que cerca de um terço dos usuários de internet no mundo são crianças e adolescentes. Em 2023, 95% das crianças e adolescentes de nove a 17 anos acessaram a internet, sendo 93% nas classes AB e 71% nas classes D e E. Quanto ao início do uso da internet, 24% dos entrevistados afirmaram ter começado antes dos seis anos, enquanto em 2015 esse número era de 11%. Entre as crianças de nove a 10 anos, 68% disseram ter perfis em redes sociais.

Foto Destacada: Freepik

Informações da Agência Brasil.

quinta-feira, 7 de março de 2024

Projeto de Lei para Motoristas de Aplicativo aponta avanços e críticas


O projeto de lei tem como objetivo regulamentar a atividade dos motoristas de aplicativo, estabelecendo novas regras para sua atuação. Entre os pontos principais estão a inclusão obrigatória na Previdência Social para o trabalhador autônomo por plataforma gerida pelos empregadores, o que pressupõe o não vínculo empregatício, a definição de um valor mínimo de remuneração por hora de corrida e a negociação via acordos coletivos.

O professor de Direito do Trabalho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rodrigo Carelli, em entrevista para a Agência Brasil, criticou o projeto, afirmando que ele cria uma categoria híbrida que não garante os direitos fundamentais previstos na Constituição. Carelli citou como exemplo a ausência de direitos como o 13º salário, participação nos lucros e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), previstos no artigo 7º da Constituição. Segundo ele, o projeto mantém a subordinação dos trabalhadores às empresas, sem garantir autonomia.

Segundo a professora de Direito do Trabalho da PUC de Minas Gerais, Ana Carolina Paes Leme, em entrevista para a Agência Brasil, a Uber investe R$ 200 milhões em publicidade, aproveitando-se do atual cenário de desemprego estrutural no Brasil, onde os motoristas não têm a opção de parar suas atividades. De acordo com a professora, não haverá paridade entre as empresas de tecnologia e os sindicatos dos motoristas em uma mesa de negociação durante os acordos coletivos.

Apesar das duras críticas dos especialistas da área do Direito Trabalhista e professores acadêmicos que estudam as empresas de tecnologia no mundo, o projeto seguirá para análise no Congresso Nacional, onde poderá sofrer modificações. É esperado que haja debates intensos entre parlamentares, especialistas e representantes dos trabalhadores e das empresas de aplicativos. O resultado dessas discussões poderá determinar o futuro da regulamentação da atividade dos motoristas de aplicativo no país.

Foto Destacada: Freepik

Com informações da Agência Brasil.

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Orla Jornalista Cleomar Brandi, em Aracaju (SE)

A comunicação move montanhas.

Vista do pôr do sol na Orla Jornalista Cleomar Brandi (Orla Pôr do Sol), Mosqueiro, na zona sul de Aracaju (SE).

Foto: CFcomunicólogo

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Pedro Rocha: Sergipe perde o comunicador ímpar da publicidade e do rádio

O grande publicitário e radialista sergipano, Pedro Rocha, faleceu aos 71 anos, em Aracaju, na manhã de quarta-feira (8), após complicações pós-cirúrgicas de um procedimento cardiológico realizado em um hospital particular na zona sul. Como profissional da comunicação, relacione-me em algumas oportunidades com Pedro Rocha. O primeiro contato foi na Montalvão Publicidade, no início dos anos de 1990. Posteriormente, na produtora de vídeo e em campanhas de marketing. Atualmente, o radialista comandava o programa na Rádio Aperipê, na capital sergipana. Pessoa serena, inteligente, de fácil acesso e fino trato. Demonstrava valor pela a amizade e respeitava a relação profissional. Deixo um abraço afetuoso e muita solidariedade à família e amigos.

Foto Destacada: Alese / Imprensa 1

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Uso de cartões de mãe predomina entre parentes em compras online


Mais de 60 mil transações em marketplaces foram comprovadas em uma pesquisa da Serasa Experian, revelando que 65,9% das compras feitas com cartões de parentes receberam os cartões das mães. Em seguida, os cartões de irmãos (14,9%) e filhos (12,6%) foram os mais utilizados.

Surpreendentemente, as compras feitas com os cartões de avós foram as mais contestadas, apresentando 153,8% mais chances de contestação do que as de filhos e 73,7% mais que as de mães, destacando a importância de medidas de segurança para evitar fraudes em compras on-line. 

A sugestão é emitir cartões digitais temporários e investir em estratégias inteligentes de combate à fraude.

Foto: Freepik/vecstock 

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Boicote publicitário ao Facebook amplia entre as grandes empresas mundiais

O boicote publicitário ao Facebook, a gigante tecnológica das redes sociais, fundada pelo CEO da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, há 16 anos, não para ampliar entre empresas de diversos segmentos de mercado do mundo, gerando perdas de receitas de milhões de dólares em veiculação de anúncios na plataforma.

Empresas como a Coca-Cola, a fabricante de veículos Ford Motor Company, o Grupo Unilever global, entre outras gigantes, monitore com eficácia o discurso de ódio agressivo e tome providências o mais rápido possível.

Para minimizar a perda de reputação no mercado global e os prejuízos financeiros na exibição de anúncios, o CEO do Facebook emitiu um comunicado ao vivo para os funcionários. Posteriormente, o chefe de Política e Comunicação da empresa, o britânico Nick Clegg, emitiu uma carta aberta à imprensa, intitulada: "O Facebook não se beneficia do ódio", elogiando os esforços da empresa em policiar o seu conteúdo, como afirma o site Politico, autoridade global na interseção de notícias e serviço de informação mais robusto do mundo.

O Facebook se tornou um ator principal na política americana, devido ao que é publicado pelos usuários e hospedado em sua rede social, incluindo discurso de ódio e informações falsas que afetaram o processo político e eleitoral e a estabilidade democrática nos Estados Unidos.

Em contrapartida, nos bastidores dos grupos de direitos civis, realizados e organizados a campanha #StopHateForProfit / #PareDeOdiarPeloLucro, convocando as empresas a boicotarem o Facebook. O grave problema do discurso de ódio presente no Facebook passou a ser debatido e derrotado no Congresso dos Estados UnidosUnião Europeia e também no Brasil, na busca de métodos para regular a empresa tecnológica do Vale do Silício.

Qual é o papel do Facebook no fortalecimento das democracias ao redor do mundo?

E os grupos minoritários realmente estão assegurados pelas ações da empresa americana? 

O boicote das empresas globais afeta o modelo de negócios do Facebook

Em certa medida, no mercado de ações, o valor caiu drasticamente. Por outro lado, analistas do mercado publicitário afirmam que o faturamento de uma das maiores redes sociais do mundo, o Facebook, vem de empresas de pequeno e médio porte.

Pesquisadores da Bloomberg previram nesta semana que os boicotes poderiam custar ao Facebook o valor de US$ 250 milhões em vendas de anúncios publicitários, uma pequena fatia da receita anual de US$ 77 bilhões da empresa tecnológica, sendo que 98% da receita é originada através de anúncios.

Foto: FreePik / Com informações, Politico.


Mudança na Política de Dados de X e na coleta de dados sensíveis

A plataforma X, substituto do Twitter, de propriedade do bilionário Elon Musk, está prestes a implementar uma nova Política de Privacidade que entrará em vigor a partir de 29 de setembro.

Esta atualização visa a coleta de dados biométricos dos usuários, incluindo geração de dados digitais e leitura facial, além dos dados demográficos e psicográficos tradicionais. Essa mudança levanta questões sobre a segurança e o uso dessas informações, consideradas sensíveis.

O usuário X tem que ser cauteloso na oferta dos seus dados sensíveis à plataforma.

Os assinantes dos serviços da plataforma, X Premium, poderão usar a funcionalidade 'self' da carteira de identidade para autenticar suas contas.

A nova Política de Privacidade segue os planos de modernização de X, assim como os usuários realizarem chamadas de vídeo e áudio.

No campo mercadológico tecnológico e comunicativo, existe especulação de X ofertar o serviço para recrutamento profissional. No primeiro semestre deste ano, a X Corp comprou o serviço de tecnologia Laskie, focado na área. 

Segundo especialistas, os dados coletados dos usuários de X, como os conteúdos publicados na plataforma, exigirão cautela entre os recrutadores no processo de análise, já que poderão impactar as oportunidades profissionais dos usuários.

Além disso, é importante ressaltar que todos os dados coletados pela X estão balizados na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei n° 13.709/2018, garantindo proteção e controle consentido sobre as informações dos usuários.

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Economia do Brasil cresce no segundo trimestre 2023


A economia brasileira registrou um aumento de 0,9% no segundo trimestre deste ano em comparação com os primeiros três meses, surpreendendo as expectativas dos analistas do mercado ao superar as previsões. 

O Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, atingiu R$ 2,651 trilhões. Esses números foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (1º).

Em relação ao segundo trimestre do ano anterior, a economia do Brasil apresentou um avanço de 3,4%, enquanto o PIB acumula uma alta de 3,2% no período de 12 meses.

Foto Destacada: Freepik/Jcomp

Consumo doméstico cresce em julho, mas preços dos alimentos diminuem

O consumo nos grandes brasileiros, medido pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), cresceu em julho em relação ao mês anterior. 

Houve aumento em vários setores, mas os preços dos alimentos para consumo no domicílio caíram. Isso reflete a busca por produtos mais baratos, especialmente em um cenário de aumentos nos preços dos combustíveis. 

A queda nos preços da cesta de produtos de consumo regular foi impulsionada principalmente por produtos lácteos e proteína animal. Itens como feijão, óleo de soja, café e higiene e beleza ficaram mais baratos. 

Os números mostram a complexa dinâmica dos preços dos produtos de consumo regular. A Abras destaca a importância de manter medidas eficazes para controlar a inflação e garantir a acessibilidade dos produtos essenciais para a população.

Foto Destacada: Freepik/Pch.vector

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

TSE reforça rigor contra 'candidaturas fictícias' para cumprir cotas de gênero

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está atento à possibilidade de candidaturas fictícias femininas para cumprir as cotas de gênero, reforçando que tais práticas não serão aceitas nos próximos pleitos eleitorais.

A ministra substituta Edilene Lobo, primeira mulher negra a ocupar um cargo no tribunal, enfatiza que candidatos eleitos por meio dessa estratégia arriscam a cassação de seus mandatos. 

Nos últimos pleitos eleitorais, indícios de fraude envolvem baixa votação, ausência de propaganda eleitoral, falta de recursos em campanhas femininas e pouca participação de mulheres

Além disso, a ministra ressalta a importância da inclusão de mulheres negras na esfera pública como parte do cumprimento da Constituição Federal.

Foto Destacada: Freepik

Desafios e oportunidades da implantação da Inteligência Artificial (AI)

De acordo com informações do site Meio&Mensagem, Marcio Cavalieri, do Grupo RPMA, enfatizou a transformação que a Inteligência Artificial (AI) está trazendo aos negócios, destacando a necessidade de adaptação. A IA impulsiona processos, porém, requer investimentos em infraestrutura e capacitação.

Para gestores de micro, pequenas e médias empresas que buscam incorporar a IA em seus modelos de negócios, será essencial investir em tecnologia e capacitação da equipe. Contratar ou desenvolver líderes com habilidades em IA será fundamental para enfrentar os desafios que se aproximam.

Comparada à Web3, que enfoca descentralização e autoridade dos usuários, a IA está ganhando terreno. Sua utilidade imediata a torna atrativa para empresas que buscam automatizar diversos processos de trabalho. Além disso, a IA pode fortalecer a Web3, com líderes de IA liderando a transformação digital das empresas.

Os líderes em Inteligência Artificial desempenham um papel crucial na preparação das empresas para a revolução tecnológica. Eles definem estratégias, promovem treinamentos e implementam práticas éticas.

Inteligência Artificial está moldando o futuro dos negócios, não apenas otimizando processos internos, mas também impactando diretamente nos mercados físicos e digitais.

Foto Destacada: ArtPhoto_Studio / Freepik

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Morya comemora 65 anos de olho no futuro

O empresário e publicitário Cláudio Carvalho, dono da agência Morya, que completa 65 anos em 2021, acredita que a pandemia da Covid-19 impôs um novo modelo de trabalho


Há 65 anos, todo o comércio de Salvador era de rua e pouco espaço havia para a publicidade. Foi nesse contexto desafiador que surgiu a primeira agência de publicidade da Bahia, a Publivendas, fundada por Otávio Carvalho. Batizada de Morya muitos anos depois, a empresa hoje é comandada pelo sobrinho do fundador, o empresário e publicitário Cláudio Carvalho, que narra o caminho trilhado pela agência ao longo dessas seis décadas e meia. “Naquela época não tinha shopping, o comércio era de rua, e ele conta que os comerciantes penduravam os cartazes nas entradas das lojas com frases 'não damos esmolas e não fazemos reclames' - porque antigamente publicidade era reclame. Para você ver o nível de desbravamento que era necessário naquela época. Foi um trabalho de plantar, não só para Publivendas na época, mas para a atividade como um todo o conceito e a relevância da publicidade, conta, em entrevista à Tribuna. De acordo com Cláudio, o segredo do sucesso foi enxergar a comunicação com outros olhos, mantendo a capacidade de sempre se reinventar. “O nosso fundamento para esse movimento foi enxergar a comunicação com outros olhos. Quando nós fizemos a mudança do nome, a empresa estava perto dos seus 50 anos. Era como se a gente estivesse apontando a empresa para os próximos 50. Alinhados e gratos ao guarda-chuva do nome Pulivendas, trazendo os mesmos valores. O CNPJ inclusive é o mesmo há mais de 50 anos”, diz. Na entrevista, Cláudio analisa as mudanças do mercado publicitário baiano, as carências e também os desafios impostos pela tecnologia e pela pandemia do novo coronavírus. 

Tribuna da Bahia -  Uma mesa, duas cadeiras, uma salinha no edifício São Bento e em 10 de julho de 1956 nascia a Publivendas, a primeira agência de publicidade da Bahia, fruto do idealismo de seu tio, Otavio Carvalho, que logo se tornou uma referência na publicidade da Bahia, ganhando uma expressão ainda maior a partir de 64, quando seu pai, Fernando Carvalho ingressou na empresa. Você ainda era um projeto para o saudoso Fernando Carvalho, mas nos conte algumas dessas histórias que Fernando te contou.... 

Cláudio Carvalho - O fundador da nossa empresa, em julho de 1956, foi Otávio Carvalho. Meu tio e padrinho. A nossa atividade hoje é ainda uma atividade que a gente precisa ter uma capacidade de convencimento da sua relevância e da sua importância. Agora, você imagine isso há 65 anos atrás. Tio Otávio conta uma história fantástica. Naquela época não tinha shopping, o comércio era de rua, e ele conta que os comerciantes penduravam os cartazes nas entradas das lojas com frases 'não damos esmolas e não fazemos reclames' - porque antigamente publicidade era reclame. Para você ver o nível de desbravamento que era necessário naquela época. Foi um trabalho de plantar, não só para Publivendas na época, mas para a atividade como um todo o conceito e a relevância da publicidade. Meu pai, logo na sequência, assumiu a liderança da empresa e liderou durante esse tempo todo. Meu pai tinha práticas que são integradas à nossa empresa. Esse DNA de Fernando Carvalho está registrado na nossa cultura. Meu pai era um homem de fé, de trabalho. Fazia todo final de ano um cartão para cada um dos nossos funcionários da nossa equipe, seja do menor ao melhor salário, e dizia 'o pouco com Deus é muito' e mandava uma nota que hoje é de 100 reais. E mandava para todos. Essa tradição, esse traço, essa demonstração de crença e de fé a gente repete até hoje. Dei sequência a essa tradição. Meu pai também tinha uma frase fantástica, fruto da experiência dele, de que 'nenhuma agência é pior do que seu cliente, é igual'. Então, não é possível que se faça um trabalho de comunicação bem sucedido se não houver uma integração entre a agência e o cliente. 

Tribuna da Bahia -   No que a ainda Publivendas se diferenciou da concorrência para se tornar uma das maiores agências da Bahia? 

Cláudio Carvalho - Não tenho dúvidas que o trabalho, a credibilidade e o compromisso com os resultados para nossos clientes. Então isso construiu na história nossa uma relação sólida e duradoura com nossos clientes, mercado e equipe. Na nossa trajetória, em vários momentos, esteve presente a capacidade de se transformar e evoluir. Se adaptar aos novos momentos, cada um em seu tempo. É um pouco Darwin, sobrevive quem tem a capacidade de se adaptar. Isso foi o traço permanente. Em 65 anos é a demonstração dessa capacidade de se transformar e evoluir. Essas são para mim as características mais marcantes da nossa empresa. 

Tribuna da Bahia -   Com Fernando na presidência, a partir da década de 70, a Publivendas ganhou uma energia diferente. A partir de quando você começou a viver essa que, imagino, será sua segunda casa? 

Cláudio Carvalho - Quando eu tinha 19 anos. Lá se vão 35 anos em que estive presente ativamente. A verdade é que eu nasci nisso. É a minha segunda casa. Fui criado nesse ambiente da publicidade, da agência e da atuação de meu pai. Foi a minha escola. Me lembro de que, inclusive, quando tive a oportunidade de ganhar o prêmio de Publicitário do Ano, fizemos um anúncio nosso com uma foto minha de quando tinha 5 anos. E o anúncio dizia 'publicitário do ano quando era apenas estagiário'. Isso reflete um pouco do que estou lhe dizendo, uma vivência desde sempre. 

Tribuna da Bahia -   Ousadia rima com Morya. Mera coincidência? De onde veio a coragem para renunciar a uma marca tão forte e virar Morya? No que vocês miraram com essa mudança? Um novo século, uma nova era? 

Cláudio Carvalho - Perfeitamente. O nosso fundamento para esse movimento foi enxergar a comunicação com outros olhos. Quando nós fizemos a mudança do nome, a empresa estava perto dos seus 50 anos. Era como se a gente estivesse apontando a empresa para os próximos 50. Alinhados e gratos ao guarda-chuva do nome Pulivendas, trazendo os mesmos valores. O CNPJ inclusive é o mesmo há mais de 50 anos. Felizmente conseguimos fazer uma boa transição, mantendo os nossos valores e forma de fazer, mas apontando para um momento na frente. Esse foi o sinal que a gente quis dar quando fizemos esse movimento. Foi uma inquietação em busca de apontar e se apontar para o futuro e o novo. 

Tribuna da Bahia -   Aos 65 anos, a Morya esbanja talento. Quais os grandes desafios que a publicidade moderna enfrenta? 

Cláudio Carvalho - Acho que a gente tem o desafio, como todo negócio, de ser cada vez mais relevante seja para os nossos clientes, como também para a comunidade que a gente atua. Tendo como essência a criatividade. A criatividade é um ativo que não é 'googlável'. Não é um padrão, um formato. É o exercício do talento de uma equipe de profissionais em volta de questões objetivas, metas, informações e tecnologia. A base da criatividade é a essência do nosso negócio. A Bahia é diferente de outros lugares, porque nossa terra transpira criatividade. Isso está presente em várias outras atividades e áreas: cultura, música, arte, teatro, cinema, e etc. Não faltam exemplos e referências de pessoas brilhantes e talentosas que exercitam o poder da criatividade. Na nossa atividade também não é muito diferente. Nós temos a tradição de produzir uma grande quantidade de talentos que continuam conosco ou que se consagraram nacionalmente e internacionalmente. Harmonizado com isso tudo tem a liderança da transformação digital. É um desafio permanente, mas estamos avançando sobre ele com ações efetivas. Isso não é uma exclusividade da Morya. É do mercado como um todo. As agências estão liderando essa transformação digital, desenvolvendo pessoas, integrando a comunicação com suas diversas plataformas e canais. É um desafio permanente. Agindo sobre isso, obtendo resultados, produzindo ações integradas e projetos que contemplam o chamado 'on' e 'off' - mas todos eles têm como essência e base a criatividade, não importa a plataforma que ele vá aterrissar. Tem essa característica em comum. O nosso desafio maior é ser cada vez mais relevante, acelerar a essência da criatividade e incluir a tecnologia e a transformação digital fortemente nas nossas ações. 

Tribuna da Bahia -   Ao longo dessas seis décadas e meia grandes campanhas foram criadas e ajudaram a consolidar marcas. Se você pudesse citar três, quais você considera inesquecíveis? 

Cláudio Carvalho - Na nossa trajetória, tivemos um cliente que foi o Paes Mendonça. Que passou em nossa mão como agência deles por seis donos. E continua mudando, mudou para 'Big'. Esse foi um cliente nosso por mais de 30 anos e foi muito marcado. Teve a novela 'O Bem Amado', com Odorico Paraguassu, que foi um sucesso na época. E ele tinha um jeito caricato de falar. Falava de uma forma semanticamente errada, na linguagem dele. O tema da campanha era 'O aniversarista liquidante' e tinha no elenco Paulo Gracindo. É uma campanha que tem 30 anos. Um outro momento importante foi quando a gente atendeu a Maxitel, que virou Tim, quando o celular se instalou no Brasil. Isso tem 20 anos. Fizemos um trabalho incrível para eles, campanhas memoráveis para o 'Alô Card' e criamos uma banda virtual. Foram momentos fantásticos. Lembro de uma outra também muito marcante, quando atendemos o Baneb, o Banco do Estado da Bahia, que não existe também hoje. Fizemos uma grande ação para a Poupança Baneb. A campanha era com Os Trapalhões, com Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum e Zacarias. Eram vários filmes, várias campanhas mostrando a garantia de ter a sua poupança no Baneb. E, nesses últimos 30 dias, produzimos um filme do Covid. Foi uma campanha de repercussão nacional e internacional que conseguiu trazer a dureza do tema pela porta do coração. Fizemos também agora uma campanha para o Grupo Neoenergia com Dona Nea, que monitora os cuidados com a segurança de energia. E agora fizemos a campanha de 14 anos do Salvador Shopping, que utiliza o conceito 'Diferente Para Você' há 14 anos - o que não é comum. Isso acontece porque o Salvador é diferente, é um shopping planejado. É o nosso desafio. A gente tem uma história, uma referência. E a gente tem o desafio de estar criando e produzindo qualidade para todas as plataformas e canais. Esse é nosso ofício. 

Tribuna da Bahia -   Antes de falarmos do futuro, nos conte: como foi enfrentar essa pandemia? O que mudou e quem sabe, será incorporado daqui para frente mas empresas e em especial no mercado publicitário? 

Cláudio Carvalho - Vivemos intensamente esse período, como todos. Tem alguns frutos, primeiro no ambiente da solidariedade. Acho que todos nós ficamos mais cuidadosos e solidários. Não falo também só como pessoa física. Acho que as empresas passaram a ter um olhar especial nessa dimensão. Além disso, tem uma série de ações que, a rigor, não são novas, mas que a pandemia acelerou fortemente. O mais flagrante no período de fechamento forte foi a experiência do home office. A nossa agência funcionou e funciona ainda 100% em home office. É um sistema de trabalho que, como todo método tem suas vantagens e desvantagens. É uma prática que deverá ficar, não de uma forma única, mas de forma intermediária. Devemos voltar ao nosso espaço presencial e físico, mas vamos harmonizar com as boas experiências do home office - com alguns profissionais e áreas, em alguns dias da semana. Essa liberdade profissional já era um desejo antes da pandemia e o home office ajudou a acelerar e mostrar que é possível fazer. Além disso, tivemos uma aceleração digital forte, seja dos nossos clientes ou seja nossa, trabalhando de uma forma muito intensa no desenvolvimento das pessoas e tecnologias. E outro traço importante, seja no mercado ou em nossa equipe, conseguimos ultrapassar esse momento de uma forma boa do ponto de vista de saúde. Então, a pandemia foi e continua sendo um desafio grande. São mais de 500 mil mortes, um quadro terrível, mas que deixou seus aprendizados e evoluções. 

Tribuna da Bahia -   O ano de 2011 marcou uma nova era para a Morya com a associação ao Grupo ABC, do publicitário baiano Nizan Guanaes. A associação foi desfeita em 2019 quando a Morya voltou 100% ao controle da família. Como foi essa experiência? 

Cláudio Carvalho - O que nos uniu ali, pela Morya, foi o desejo de viver uma experiência de participar de um grande grupo nacional. O ABC era o maior grupo de comunicação de agências do Brasil. E o ABC viu na Morya uma agência que tinha uma presença nacional, em alguns estados em outras regiões do Brasil fora de São Paulo, e um conhecimento local. Vivemos experiências incríveis. A partir de 2016, o ABC foi vendido para o Grupo Omnicom, que é o segundo maior grupo de comunicação do mundo. Nossa interface também passou a ser com os americanos. Foi uma experiência que nos enriqueceu enquanto convivemos com talentos do Brasil e do mundo. Foi um clico bom que se concluiu em 2019, com iniciativa minha. Fui eu que liderei o assunto e eu voltei a controlar 100% do negócio, como continuamos até hoje. Foi um período importante na nossa história. Voltamos para a nossa casa, equipe e controle para que a gente possa continuar a trajetória a partir daqui da Bahia. 

Tribuna da Bahia -   Seguindo o DNA Fernando Carvalho, você tem tido uma atuação associativa relevante à frente das principais entidades de classe da publicidade em nível local e também nacional. Como anda a publicidade baiana e do que ela carece? 

Cláudio Carvalho - Meu pai sempre teve esse DNA associativista, vamos chamar assim. Meu pai foi o fundador e primeiro presidente do Sinapro [Agências de Propaganda do Estado da Bahia] e da Abap-BA [Associação Brasileira de Agências de Publicidade - Bahia]. Fui presidente da Abap em 2001 e voltei agora em 2019 [até abril deste ano]. Então, realmente isso está no DNA de nossa agência, essa participação no mercado e essa visão associativa. Pude ver claramente a força, a relevância e a importância do nosso negócio como um elemento fundamental para a vitalidade da economia de mercado, convivendo com diversas outras instituições e associações de classe. A nossa atividade é percebida como relevante pelos nossos pares e a gente participa e participa com eles em nome de uma cidade e de um estado melhor. 

Tribuna da Bahia -   Já que falamos em futuro, como serão os próximos anos da Morya? O que vem por aí? 

Cláudio Carvalho - Em cima dos nossos 65 anos, estamos soldando algumas ações nossas embaixo de um conceito que é 'mudando sempre, para continuar sempre a mesma'. Faz parte da nossa história continuar evoluindo, avançando, promovendo o desenvolvimento das pessoas e de novas tecnologias para que a gente possa ter uma entrega melhor e mais completa para os nossos clientes. E de um outro lado, mantendo os valores: consistência, criatividade e consciência. Esse é o nosso farol enquanto filosofia. Isso orienta para a frente um posicionamento em três ambientes. O primeiro é a reputação. E reputação para nós não é o que fizemos ao longo de 65 anos, mas também o que estamos construindo a partir de agora. O anunciante, o cliente, quer se relacionar com alguém que ele possa confiar. O segundo é a criatividade como essência do nosso negócio. Ser capaz de produzir soluções criativas, para assim ser percebido e sermos relevantes e úteis. O terceiro é o que chamamos de performance. Os nossos clientes têm a segurança de que nós seremos capazes de cuidar bem do seu investimento. Nisso daí está embutida a capacidade de contemplar todas as possibilidades de capturar a audiência, seja no digital, TV, rádio, outdoor, jornal e onde estiver.  

sábado, 20 de junho de 2020

Redes Sociais são mais citadas que TV como fonte de notícia do Brasil

O relatório Reuters Digital News Report 2020, divulgado na última terça-feira (16), em meio a uma pandemia global de saúde pública, ganhou destaque ao apresentar pela primeira vez, que as redes sociais estão à frente da TV como fonte de informação para os brasileiros.


A YouGov é a responsável pela pesquisa. Os questionários foram aplicados entre mais de 80.000 consumidores de notícias online em 40 mercados, incluindo Quênia e Filipinas pela primeira vez.

Em grande parte dos países pesquisados, os questionários foram aplicados antes de o novo coranavírus afetar as sociedades. Tabulações mais detalhadas consulte o relatório.


Analise os principais dados da Reuters Digital News Report 2020

Pela primeira vez, 67% os consumidores afirmam que utilizam as redes sociais como as principais fontes de informação.


66% optam pela televisão para se informar, o meio fica em segundo lugar no ranking.

87% dos internautas citam a categoria online, líder como fonte de notícias acessadas pelos brasileiros (redes sociais e veículos de comunicação on-line).

23 % afirmam se informar pelo meio jornal impresso, em 2013 eram 50%.

54% optam em ler notícias na rede social Facebook, sendo a rede mais acessada pelos brasileiros.
48% optam em se informar pelo WhatsApp.

45% buscam o Youtube. A rede passa a ameaçar a vice-liderança do WhatsAPP, entre 2019 e 2020 a rede caiu 5 pontos percentuais.

30% acessam o Instagram para se informar.

17% optam pelo Twitter.

13% visualizam as notícias pelo Facebook Messenger.

27% dos brasileiros pagam por notícias on-line, subiu 5 pontos percentuais comparado a 2019.


Confiança nas notícias brasileiras

O relatório Reuters Digital News Report apontou os seguintes dados em relação à confiança dos noticiários do Brasil.

2018 – 59%

2019 – 48%

2020 – 51%

A análise aponta ligeira alta em 2020, a maior parte passou a declarar que confia a maior parte do tempo dos noticiários. No ano anterior, a fake news presente nas eleições, derrubou a confiança dos leitores de notícias do Brasil.


Posição do Ranking Mundial de Noticiários

Porcentagem de pessoas que dizem confiar na maior parte das notícias a maior parte do tempo.

1º - Finlândia – 56%

2º - Portugal – 56%

3º - Turquia – 55%

4º - Holanda – 52%

5º - Brasil – 51%

22º - Japão – 37%

26º - Argentina – 33 %

31º - Estados Unidos – 29%

Compartilham 1 noticiário ‘sem ponto de vista’: 51%

Compartilham a mesma visão de 1 veículo de imprensa: 43%


Fake News na Internet

Países com maior proporção de pessoas preocupadas com o fenômeno.

1º - Brasil – 84%

2º Portugal – 76%

3º Quênia – 76%

4º África do Sul – 72%

5º Estados Unidos – 67%

6º Senegal – 65%

7º Canadá – 65%

O Brasil mantém a maior preocupação com as fake news, liderança absoluta.


Veículos mais citados na Mídia

O relatório pesquisou as fontes que o brasileiro procura informações ao menos uma vez na semana em %, veículos off-line (TVs, rádios e jornais impressos).

TV Globo – 51%

Record – 43%

SBT – 37 %

Globo News – 37%

Band News Rádio – 34%

O Globo – 30%

TV Band News – 26%

Jornais Regionais – 23%

Folha de São Paulo – 19%

CNN Brasil – 14%

Rádios Comerciais – 14%

Rede TV – 14%

O Estado de São Paulo – 13%

Jornal Extra – 12%

TV Brasil – 12%

BBC News – 12 %

O conglomerado de empresas da Rede Globo, somadas, mantém grande relevância como fonte de noticiários pelos brasileiros, ao menos um dia na semana.


Mídia On-Line – Alcance Semanal de TV, Rádio e Impresso

Marcas com as quais os brasileiros tiveram contato para saber de notícias ao menos uma vez na semana.

Globo News online e G1 – 51%

UOL – 47%

Record News online e R7 – 39%

O Globo online – 33 %

Yahoo! News – 29%

MSN News – 24%

Band News online – 23%

O Antagonista – 22%

Folha de São Paulo online – 15%

Rede Brasil Atual – 16%

O Estado de São Paulo online – 15%

BBC News online – 15%

Sites de Jornais Regionais – 14%

Sites de Rádios Comerciais – 12%

Rede TV News online – 12%

Sites de Jornais Gratuitos – 11%

Diário do Centro do Mundo – 11%

BuzzFeed News – 11%

Extra online – 10%

Brasil 247 – 10%