segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Camisa Promocional Escola de Samba Acadêmicos da Grande Rio 2010

Entrando no clima da festa do Rei momo, o velho e bom carnaval, CFcomunicólogo desenvolveu o projeto gráfico camisa carnavalesca, para o Dr. Genisson Silva. O objetivo do material é atender uma necessidade momentânea em detrimento do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro.

Genisson, torcedor da Grande Rio, solicitou uma camisa promocional diferenciada da camisa original “tema do ano”, para assistir o desfile ao vivo na cidade maravilhosa. O briefing do cliente proporcionou o insight para o processo criativo: “tem que brilhar como a minha querida escola na Marques de Sapucaí”. Também tem que ter a marca e as cores da Grande Rio.

A solução criativa proposta por CFcomunicólogo foi se apoiar no substrato que compõe a execução das fantasias, adereços e carros de samba: a purpurina, característica do período carnavalesco. Um dos elementos da marca da escola de samba foi retirado e ampliado. Posteriormente foi aplicada a foto do substrato nas devidas cores representativas e a marca da Grande Rio no centro do peito.
Ao apresentar a camisa promocional o efeito desejado alcançou o objetivo do briefing.

A execução das camisas ficou por conta da Apple Confecção, do amigo Paulinho. Confira o trabalho abaixo: 1 - foto camisa frente / 2 - foto camisa verso. Fevereiro 2010.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Material Expediente Escritório de Arquitetura Conceição Prado & Associados

Seguindo a primeira fase da comunicação Conceição Prado Arquitetura & Associados, CFcomunicólogo, após construir a Identidade Visual e o Manual de Aplicação, também desenvolveu o material expediente em parceria com as arquitetas Conceição Prado e Maira Prado.

Foram executados envelope saco, pasta apresentação de documentos e dois modelos de cartões de visita. Todo processo criativo foi realizado em parceria com as arquitetas. A linguagem visual busca a simplicidade com requinte e elegância. Optou-se seguir a estratégia de apresentação do Manual de Aplicação da Identidade Visual, valorizar a cor preta e sua gradação, no caso cinza 60%.

A execução do material expediente ficou com a assinatura da Gráfica Triunfo. Segue abaixo as fotos da pasta apresentação documentos e cartões de visita.



quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Forte sempre, em busca do que eu quero, em busca da conquista. Homem livre!


Ontem estava no lugar onde mais amo estar presente: no mundo das idéias, da criatividade. Após degustar alguns parágrafos conceituais do marketing, expressos pelo papa do marketing mundial, Philip Kotler. No mesmo instante estava lendo o cara da filosofia, de língua e texto afiado.

Não é Platão e nem Sócrates, “o da retórica”. Mas conectando a leitura do texto com os meus pensamentos momentâneos a fim de extrair o que tem de melhor na literatura mundial filosófica: Friedrich Nietzsche. Em seu livro Crepúsculo dos Ídolos ou como filosofar a marteladas, Niet para os íntimos, exemplifica o desenvolvimento da sociedade em que ele estava inserido, seja no campo filosófico ou político. Também com sua língua afiada friamente contesta a religião e as instituições de forma avassaladora.

No prefácio, Niet apresenta a serenidade como algo vital, necessário para o homem, mesmo nos momentos mais difíceis, “sombrios” assim como ele cita. Para ele todo meio é bom, todo acontecimento é bem-vindo. E antes de qualquer coisa, a guerra. Assim o autor continua: “a guerra foi sempre a grande prudência de todos os espíritos que não são demasiadamente profundos; há poder de curar mesmo no ferimento. Outro meio de cura, que prefiro se a ocasião se apresentar, consistiria em surpreender os ídolos... Há mais ídolos que realidade neste mundo; é meu “olho maligno” para este mundo, é também meu “ouvido maligno”...”
Nossa que passagem! Escritos naquele tempo, século XIX. Atualmente o que mais me deparo é com ídolos de todas as formas e desejos, impondo suas crenças, ideias e comportamentos, que necessitam tanto da guerra, do embate direto com seus semelhantes, na sua falta de operância ou até mesmo tentam surpreender os ídolos que estão acima dele, o ego falidinho da silva. Resumindo, eles querem adoradores, fiéis que pedem benção, e elevem a sua moralidade e vontade de poder. Muitas vezes eles querem ser tratados como fonte inspiradora de recursos. Para mim é um ego sem o mínimo de serenidade, independente dos dois meios que Niet cita acima para tentar buscar os meios de cura.

E assim posso concluir minha passagem acima, com uma citação perfeita de Niet: “Fazer aqui perguntas com o martelo e ouvir talvez como resposta esse famoso som oco que fala de entranhas inchadas – que arrebatamento para alguém que, atrás dos ouvidos, possui outros ouvidos ainda – para mim, velho psicólogo e caçador de ratos chega a fazer falar o que justamente desejaria ficar mudo... “Ainda bem que tenho meu blog para me expressar e apresentar tais ideias, onde uns podem aceitar, outros evoluírem seus pensamentos, e quem sabe, muitos odiarem. Assim o filósofo diz: “Talvez também uma guerra nova?” Minha passagem de texto é uma grande declaração de guerra aos ídolos falidos que desejam sagazmente seguidores fracos de espíritos, de serenidade e que não buscam a guerra.

No penúltimo capítulo, intitulado de “Passatempos Inatuais” encontrei duas passagens que me impulsionam sobriamente à vida. Proporciona-me toda perspicácia de continuar indo atrás do meu projeto profissional, logicamente sendo consciente, zelador pelo bom respeito, observador dos fatos com “olhos malignos que originam ouvidos malignos”, afinal o martelo fala e a resposta é um som por muitas vezes oco para mim, mas que encantam um rebanho de pessoas de baixa estima. Para elas o som oco é de um ou alguns ídolos, mas ídolos para mim não chamarei e considerarei como ídolo de forma alguma. Seguem abaixo as passagens na íntegra:

38 – Meu conceito de liberdade. - ...O homem livre é guerreiro. – Como se mede a liberdade nos indivíduos e nos povos? Pela existência que cumpre vencer, pelo trabalho que custa para chegar ao alto. O tipo mais elevado do homem livre deve ser procurado ali, onde é preciso vencer constantemente uma resistência mais dura: a cinco passos da tirania, à soleira do perigo da escravidão.

...Os povos que tiveram algum valor, que conquistaram algum valor, não o conquistaram com instituições liberais: o grande perigo fez dele alguma coisa que merece respeito, esse perigo que é o único que nos leva a conhecer nossos recursos, nossas virtudes, nossos meios de defesa, nosso espírito – que nos obriga a ser fortes... Primeiro princípio: é preciso ter necessidade de ser forte, caso contrário, nunca se chega a sê-lo. – Essas grandes escolas, verdadeiras estufas quentes para os homens fortes, para a mais forte espécie de homens que jamais houve... Entenderam a liberdade exatamente no mesmo sentido que eu a entendo: como alguma coisa que ao mesmo tempo se tem e não se tem, que se quer e que se conquista...

Forte sempre, em busca do que eu quero, em busca da conquista. Homem livre!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O papel do marketing nos momentos críticos da sociedade contemporânea



Uma das funções mais importantes do marketing é estudar o comportamento dos grupos da sociedade e propor ações estratégicas de acordo com os objetivos apresentados no plano de marketing, pois através das necessidades do consumidor, são abertas lacunas expressivas para o desenvolvimento das melhorias ou inovações. Além disso, o marketing cumpre um dos papéis balizadores para instituições públicas ou privadas: entregar o que a sociedade necessita ou aspirará.

Para isso, o profissional de marketing não pode deixar de aplicar pesquisas de mercado, analisar pesquisas mercadológicas internas e externas (Sistema Integrado de Marketing) e o mix de veículos de comunicação. É de fundamental importância mensurar as necessidades da população a fim de que produtos e serviços tenham a obrigação de apresentar melhorias contínuas para atender ou superar as expectativas dos grupos que compõem sociedade.

Na área de políticas públicas, o marketing tem um papel balizador na apresentação das problemáticas e propostas de ações estratégicas na tentativa de suprir as necessidades da população por meio das instituições públicas, privadas e órgãos não-governamentais.

Em Sergipe, alguns problemas fazem parte do comportamento social da população. Eles aparecem de acordo com a evolução da sociedade ou passam de geração para geração, isto é, estão enraizadas na cultura familiar.

A partir daí, as ações estratégicas de reeducação adquirem um papel fundamental no quesito mudança de comportamentos inadequados das famílias que arranjam uma sociedade, como por exemplo, na esfera da educação ambiental, educação de trânsito, ou criminal, como a violência contra a mulher. Vale frisar ainda que reeducar é um processo de longo prazo, de ações estratégicas contínuas e necessita de investimento financeiro elevado para obter resultados futuros e de pouco valor agregado na visibilidade da imagem dos políticos que necessitam manter-se no poder por meio do voto democrático. É como implantar rede de esgoto em uma cidade. A população não enxerga a tubulação enterrada, e por isso, não rende voto eleitoral.

OS DADOS DA VIOLÊNCIA CONTRA MULHER NÃO PARAM DE CRESCER EM ARACAJU

Em Aracaju, na delegacia Especializada da Mulher, nos primeiros 12 dias do ano de 2012, foram registrados mais de 120 casos de violência contra a mulher. Os esforços da imprensa sergipana e as ações dos órgãos governamentais têm um papel fundamental no aumento das denúncias. As mulheres estão perdendo o medo e a Lei Maria da Penha passou a ter um papel essencial contra a cultura da agressividade machista, punindo os agressores imediatamente. Na matéria televisa, da emissora Atalaia, uma autoridade policial afirmou veemente que o uso da bebida alcoólica e de entorpecentes pelo agressor vem contribuindo para o comportamento agressivo perante as mulheres.

Também é correto afirmar que a cultura machista e a educação familiar têm um papel determinante no comportamento de vida do agressor. As patologias psicológicas surgem nesse contraste: cultura machista (raízes na colonização, coronelismo) x degradação do relacionamento familiar x álcool e drogas (agente condutor ao ato violento) = HOMEM TRANSGRESSOR.

Cabe também salientar que a imprensa costuma exibir exaustivamente imagens de violência. Em um texto passado, referente à eleição municipal, apresentei comentários a respeito do livro O Império do Grotesco, dos autores Muniz Sodré e Raquel Paiva-. Para aumentar a audiência dos veículos de comunicação - televisivo e impresso - os editores utilizam exacerbadamente imagens que fomentam o comportamento instintivo do agressor e da sociedade, como vídeos que mostram a violência contra a mulher.

O Observatório da Imprensa levantou tal questionamento, por meio da matéria digital na edição 567. Também ficou apontado, que muitos jornalistas violam o Código de Ética, utilizam palavras que incitam a violência, apresentam ciclo de matérias posteriores a um fato que repercutiu entre a opinião pública por mais de uma semana, deixam de levantar questionamentos em relação à mudança de comportamento do agressor e vítima, fatores sócio-psicológicos e de tratar as questões básicas dos diversos tipos de violência.

AÇÕES DE PARCERIAS ENTRE OS SETORES QUE COMPÕEM A SOCIEDADE ARACAJUANA

No final do mês de novembro/2011 foi realizada a campanha “DA PAZ NO LAR À PAZ DO MUNDO”. Ela fez parte de uma ação internacional dos 16 dias de ativismo pela não violência contra a mulher. A matéria apresentada no siteSergipeHoje.com.br explicou o posicionamento de paz familiar de acordo com a secretária adjunta Ivânia Pereira, da Secretaria Estadual de Políticas para Mulheres: “Nosso entendimento é de que se você cuida da família,a tendência é que os filhos sejam pessoas de paz e não reproduzam atos de violência”,considera a secretária adjunta.

Como podemos ver, a parceria entre entidades públicas, empresas privadas, imprensa e órgãos não governamentais mantêm um papel fundamental para que as mulheres denunciem seus agressores e contribuam com a educação da família contra a violência doméstica; seja ela física, moral, psicológica ou financeira. Foi constatado também que o marketing está inserido no decorrer de todo o processo, viabilizando as ações estratégicas voltadas para a sociedade, especificamente para o público feminino.

Outro ponto que instituições públicas nacionais apontam é que os dados não são exatos, e por isso, não tem como mensurar os perfis demográficos, étnicos, sociais e culturais dos agressores. Muitos casos ainda não entram nas estatísticas e quando fazem parte os dados são incompletos. A maioria das mulheres insiste em ficar no anonimato, acata a violência doméstica seguidamente dentro lar e não denuncia o agressor.

Como comunicador, posso afirmar que falta repetição da mensagem “violência contra a mulher” no mix de comunicação, e com isso chegar a todas as camadas sociais, apoiada na linguagem racional, moral e emocional. Eu também concordo com o grotesco uso de imagem que mostra em parte, mas não o ato da violência contra mulher. Ela viabiliza a sensibilização dos públicos-alvo da campanha publicitária de forma imediata, contribuindo para a construção do discurso não-verbal. Vale ressaltar que a grande parte da sociedade consome imagens e não textos. Outro ponto de destaque para o uso da imagem é o processo da viabilização do planejamento publicitário que é regido por fases de campanha.

Cada fase tem um papel ímpar na construção do discurso e na racionalização do consumo da mensagem – verbal e não-verbal - na sociedade. A ferramenta publicitária tem o papel essencial de estudar as peculiaridades do target “público-alvo” da campanha. O estudo do comportamento torna-se vital para segmentar o target, desenvolver o posicionamento nos grupos que compõem a sociedade e retratar as características, assim como as atividades físicas e mentais que contribuem com a problemática, as características demográficas, psicográficas e comportamentais.

Na próxima postagem apresentarei um estudo de caso, realizado no curso de comunicação social, com ênfase em publicidade e propaganda da Universidade Tiradentes. A professora Valéria Bonini, que lecionava a matéria Criação Publicitária, no 7º período do curso, aproveitou a oportunidade aberta para que os alunos da Instituição participassem do Prêmio Central de Outdoor do ano de 2006, na categoria estudante.

O tema para a criação da placa de outdoor era: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER. ISTO TEM QUE ACABAR. Com a excelente orientação da professora Valéria Bonini, a dedicação nos esforços de pesquisas bibliográficas e de mercado, a participação da diretora do Grupo de Teatro Companhia Risos e Lágrimas (cedendo e produzindo a atriz para a foto publicitária) e do estúdio fotográfica J.A. Fotográfica (José Alberto), responsável pela direção fotográfica, a placa de outdoor foi vencedora na seccional Sergipe, recebendo o Prêmio Ouro.

Arquiteta Elvia Barbosa: Perspectiva da Câmara Municipal de Nossa Senhora do Socorro


Duas áreas da comunicação pelas quais tenho paixão são a direção de arte e o design gráfico. Elas mantêm um papel fundamental na comunicação não-verbal das mensagens comunicativas. Por outro lado, também ajudam na apresentação de projetos específicos para diversas áreas profissionais.

No ano de 2009, CFcomunicólogo desenvolveu um belíssimo trabalho na área de design gráfico para a Arquiteta Elvia Barbosa. O objetivo da peça era apresentar a perspectiva da reforma do prédio da Câmara Municipal de Nossa Senhora do Socorro.


O job foi desenvolvido com extrema qualidade técnica e um brilhante profissionalismo. Além da perspectiva, foi realizada a apresentação digital e impressa, contendo a capa do projeto e a comunicação da mídia digital.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Cartão Natalino da Gráfica Triunfo 2011/2012


Posteriormente a reunião com a representante da Gráfica Triunfo, Dona Geisa, dia 15 de dezembro, tive a oportunidade de receber com grande satisfação, pessoal e profissional, o cartão natalino.

O material impresso de altíssima qualidade demonstra o relacionamento, o respeito e a valorização pelos profissionais comunicativos e clientes do mercado sergipano.

Executado em papel Couchê, com acabamento laminado e efeito 3D, o cartão natalino reflete todo o potencial gráfico da empresa.

Fico grato e muito feliz pela amizade profissional com Dona Geiza. São 20 anos de relacionamento e muitos projetos gráficos executados com extrema qualidade e o profissionalismo de uma das gráficas pioneiras em Sergipe.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Selo Comemorativo de 10 anos da FourColors Cartuchos para Impressoras

Mais um job desenvolvido para a empresa FourColors Cartuchos para Impressoras. O selo comemorativo foi desenvolvido no ano de 2010, quando a mesma completou 10 anos de operações mercadológicas nos quatro mercados atuantes: Recife, Maceió, Ceará e Sergipe.


O design gráfico foi pautado na simplicidade e representatividade dos elementos. A figura geométrica do escudo, bastante utilizado no passado para identificar os clãs das famílias medievais ( vale a pena ler o post da marca Total Croma e adquirir conhecimentos na origem dos brasões), e a coroa de folhas de louros, entregue aos vencedores das modalidades esportivas das Olimpíadas Modernas, fazem alusão direta a uma empresa vitoriosa e que mantém a liderança em dois mercados que atua.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Mídia Impressa Folder: PrintFull Cartuchos para Impressoras é uma empresa profissional que busca aprimorar a credibilidade e garantia dos produtos e serviços


CF Comunicólogo, em parceria com a PrintFull Cartuchos para Impressoras, participou da maior feira da indústria de remanufatura de cartuchos para impressoras da América Latina: a ReciclaMais South American Expono; realizada no Pavilhão Amarelo do Expo Norte, na cidade de São Paulo no mês de junho de 2011.

Posteriormente ao evento, CF Comunicólogo executou a peça publicitária folder na mídia impressa e também na digital "e-mail marketing". Com o conceito “A PRINTFULL CARTUCHOS PARA IMPRESSORAS É UMA EMPRESA PROFISSIONAL QUE BUSCA APRIMORAR A CREDIBILIDADE E GARANTIA DOS PRODUTOS E SERVIÇOS”, o criativo visou comunicar o target da campanha “clientes de empresas privadas, orgãos governamentais e fornecedores” de forma direta para alcançar o sucesso do objetivo de comunicação: apresentar a preocupação da PrintFull em adquirir conhecimentos específicos, oriundos das inovações tecnológicas do setor, afim de expandir a credibilidade no mercado sergipano, proporcionar maior garantia para os clientes e aumentar o grau de tecnologia nos serviços e produtos da empresa.



A linguagem racional no texto publicitário ressaltou diversos atributos ligados aos conhecimentos técnicos adquiridos na feira e a preocupação com a ofertar de melhorias contínuas nos serviços e produtos, como por exemplo, a participação nas palestras e treinamentos, as parcerias fechadas e a filiação da PrintFull Cartuchos na ABRECI – Associação Brasileira de Recondicionadores de Cartuchos para Impressoras com o objetivo de melhorar as práticas comerciais no mercado sergipano.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Projeto de Pesquisa: análise do mercado surfwear na cidade de Aracaju

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

CURSO DE PÓS-GRADUADAÇÃO EM MARKETING

DISCIPLINA: COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR

PROFª: VERA LÚCIA NOVAES PROVINCIALI

ALUNO: CARLOS FABRÍCIO RIBEIRO DA CRUZ



PROJETO DE PESQUISA: ANÁLISE DO MERCADO SURFWEAR NA CIDADE DE ARACAJU.

ARACAJU/SE
NOVEMBRO - 2008

NOVEMBRO - 200
1. INTRODUÇÃO

 Na contemporaneidade presenciamos exaustivamente as ações de marketing nos mais variados segmentos mercadológicos no Brasil. A preocupação das empresas que compõem o atual cenário competitivo é a busca incessante no desenvolvimento e na inovação tecnológica de produtos e serviços para os mais variados grupos de unidades compradoras. Entretanto, a fragmentação dos veículos de comunicação proporciona à unidade compradora um maior fluxo de informação nos mais variados canais, contribuindo para o esclarecimento e a manipulação dos produtos e serviços, construção do valor da marca e implantação ou alteração de hábitos de comportamento e compra dos consumidores.

O desenvolvimento das ações de marketing depende do estudo dirigido do comportamento do consumidor. A investigação é essencial para compreender todos os processos da unidade compradora envolvida na aquisição dos produtos, serviços, experiências e idéias para posteriormente fundamentar o ambiente da troca. Vale ressaltar que a troca é um dos processos mais importantes no estudo do comportamento do consumidor, uma vez que a unidade compradora adquiri tal produto ou serviço por determinada praticidade, e o produto ou serviço ofertado no mercado terá que satisfazer e até mesmo, superar a praticidade esperada pela unidade de compra.

É bom frisar que a unidade compradora é soberana por ser o centro da atenção e ter o poder de decisão para efetuar a compra. Mas para chegar à decisão existem influências e comportamentos que estão ligados intrinsecamente aos fatores culturais, sociais, pessoais e psicológicos.  Por muitas vezes a unidade compradora busca valores simbólicos que poderão ser apresentados entre a sociedade prevalecendo uma forma de transparecer ou identificar a si mesmo.

A teoria psicanalítica desenvolvida por Sigmund Freud expressa de forma clara e objetiva as implicações de seu uso pelas ferramentas do marketing, inclusive a publicidade e propaganda, alimentando o sonho da unidade compradora através das representações simbólicas para ativar a motivação do inconsciente e operar nos impulsos instintivos. Ou seja, não é simplesmente o ato do consumo pelos atributos dos produtos e serviços que satisfará a unidade compradora, mas todos os códigos e significados simbólicos que proporcionarão aos consumidores se identificarem com determinados grupos ou sublimar as aspirações sociais ligadas aos esportes, como por exemplo, o golfe, o tênis, o futebol, o surf, etc.

É nesse cenário de simbolismo e identificação que as mais variadas empresas nacionais desenvolvem campanhas publicitárias transferindo valores, tendências, comportamentos e aspirações para o target previamente definido por profissionais comunicólogos. Torna-se fácil constatar o estudo de caso proposto por Freud sendo bastante utilizado no universo da comunicação: as construtoras usam o artifício do simbolismo para vender os seus empreendimentos super requintados, por isso, a utilização de imagens ligadas ao tênis, ao golf, a caneta Mont Blanc, ao colar de diamante, as mais requintadas bebidas, aos ambientes empresariais, etc., são bastante exibidas nos comerciais para que o target proposto pela campanha possa se identificar e vivenciar as aspirações de pessoas de sucessos, pessoas que venceram na vida e optam pelo o que há de mais luxuoso.

Como podemos constatar o universo do simbolismo transmitido pelos comerciais de televisão vai de encontro com as aspirações mais próximas possíveis da personalidade de um único indivíduo. Entretanto, diversas pessoas agrupadas com o mesmo traço de personalidade compõem grupos distintos de consumidores. Os traços de personalidades transmitidos nas peças publicitárias representam o universo de transformação dos consumidores ao longo da evolução da vida e por isso, a utilização dos símbolos pelas principais marcas que compõem o mercado corresponde de acordo com a perspectiva de influenciar o comportamento do consumidor em relação ao seu momento vivido.

As marcas transparecem nos anúncios publicitários o sonho de consumo ou o desejo de ser e de fazer parte da vida da unidade compradora. Para representar as aspirações do simbolismo o uso de imagens que compõem ambientes e comportamentos ligados inseparavelmente do universo representado pela propaganda instigam a vontade da unidade compradora de se transformar, de ser ou de fazer parte dos símbolos remetidos pelo o anúncio publicitário.

Esse universo de representação simbólica será mais uma vez impregnado nas peças publicitárias que estamparão a temática “verão2009” e apresentarão diversas marcas. Para os brasileiros o verão faz parte do seu cotidiano, principalmente para os nordestinos onde o sol brilha quase todos os 365 dias do ano. A pele bronzeada, o uso da sunga, do maiô, do biquíni, da roupa leve transparece o clima de sedução, alegria e euforia dos consumidores das mais variadas idades. Outro fator preponderante são os momentos sazonais como a festa natalina, reveillon e carnaval que levam milhares de pessoas a se deslocarem às mais de 1.500 praias catalogadas nos 7.637 quilômetros de costa brasileira.

Nesse clima de alta temperatura e estadia nas praias os consumidores movimentam os corpos com a prática de esportes na areia, como por exemplo, o vôlei de praia, peteca, frescobol, futevôlei, beach soccer, handbeach, basquete de areia, etc.. Também tem os esportes náuticos: vela, windsurf, bodyboarding, jet sky, pesca submarina, caiaques, canoas, banana-boat, iatismo, entre outros. Mas o esporte que representa simbolicamente o verão brasileiro nas mais variadas peças publicitárias é sem dúvida a prática do surf para compor o ambiente perfeito do verão: as praias brasileiras.

São muitas empresas que exploram em suas peças publicitárias a imagem surf. A variedade de produtos e serviços é infinita, mas vale destacar os principais segmentos de anunciantes: bancos, cervejarias, lojas de departamentos, shopping centers, secretarias dos governos federais, estaduais e municipais, rede de postos de combustíveis, telefonias móvel e fixa, supermercados, hipermercados, concessionárias de veículos, rede de farmácias, etc.. Como podemos constatar, o uso exacerbado da imagem surf estampa diversos anúncios que transmitem os códigos de comportamento, da cultura surf, do estilo de vida dos praticantes do esporte, da vida saudável e da vida liberta. Por outra vertente leva milhares de pessoas a transparecerem a própria auto-imagem, isto é, de como elas gostariam de se vê ou serem vistas, de quererem fazer parte da esfera surf ou até mesmo ser realmente da esfera surf.


1.1 UM POUCO DA HISTÓRIA DO SURF


Poucos livros tratam da historicidade da prática do surf, mas diversos relatos apontam o esporte como lendário, surgido no ano 900 DC, nas Ilhas Polinésias. O site www.vwbr.com.br/PlanetaVW/SuperSurf/MundoSurf/Historia.aspx conta que o rei do Taiti navegou até o Havaí remando e surfando com uma prancha. No percurso teve a oportunidade de conhecer diversas ilhas, mas somente na ilha de Kauai, na praia de Mokaiwa, no Havaí que ele encontrou ondas sólidas para a prática do esporte. No ano de 1778, o capitão James Cook, chegou ao Havaí e se deparou com nativos se equilibrando nas ondas sobre enormes troncos de madeira. Naquele momento o surf era tratado com uma cerimônia religiosa entre os nativos e em seguida foi discriminado pelos colonizadores europeus ao explorarem as terras havaianas no ano de 1821.

Nos jogos Olímpicos de Estocolmo, no ano de 1912, o havaiano Duke Kahanamoku surpreendeu a todos ao ganhar a medalha de ouro na natação. Os comentários após a vitória se voltaram para sua forma física, os métodos de treinamento de Duke. Em entrevista ele declarou que praticava o Heenalu Surf, naquele momento esporte desconhecido por todos. Duke, conhecido como o homem-peixe é considerado o responsável pela popularização do esporte em todos os continentes, pois posteriormente as olimpíadas ele foi para a Califórnia e ao praticar o surf transformou os EUA como o berço do desenvolvimento do esporte.

No Brasil o esporte começou a se desenvolver com a chegada das pranchas havaianas através dos turistas. Como Duke desenvolveu o surf na Califórnia, o Osmar Gonçalves desenvolveu por aqui. Ele ganhou uma publicação americana do seu pai, um grande exportador de café no país, o projeto editorial ensinava passo-a-passo a fazer uma prancha de surf. Osmar juntamente com seus amigos fez a primeira prancha. Ela media mais de três metros e pesava cerca de 80 kg.

Na década de 30 começaram a aparecer os primeiros surfistas na cidade de Santos, no estado de São Paulo. Na cidade do Rio de Janeiro chegaram na década de 40, por meio da segunda guerra mundial, através dos soldados norte-americanos que praticavam o esporte para se divertir e manter a forma. Na década seguinte as praias do Rio de Janeiro ficaram lotadas de praticantes.

Na década de 60 o esporte começou a se desenvolver com a chegada das primeiras pranchas de fibra de vidro, na metade da década surgiu a primeira entidade representativa do esporte no Brasil, a Federação Carioca de Surf, responsável pela primeira organização e realização do campeonato nacional. Na década de 70 as praias do Arpoador localizadas na capital carioca, e a praia de Itaúna, na cidade de Saquarema, tornaram-se referência na prática do esporte. Nos anos 80 o esporte foi se profissionalizando, surgiram novas lojas de pranchas e acessórios, publicações impressas, indústrias de confecções surfwear, campeonatos mundiais e novos competidores profissionais.

1.2 NÚMEROS DO MERCADO BRASILEIRO DE SURF


Atualmente o mercado nacional de surf movimenta uma grande soma de dinheiro. Nos últimos cinco anos o mercado cresceu 100%, no ano de 2007 o mercado brasileiro movimentou cerca de cinco bilhões de reais. Na cidade de São Paulo são mais de um milhão de simpatizantes e apaixonados por surf. Os números são absurdos, só para ter noção, são mais de três mil pontos-de-venda em todo o Brasil, 400 mil empregos diretos e cerca de mais de um milhão de empregos indiretos.


1.3 CULTURA DE PRAIA


Se analisarmos friamente os dados apresentados acima, poderemos constatar que não é só o praticante de surf que consome as marcas de roupas e acessórios do mercado surfwear. Existe uma legião de usuários que se aproximam do esporte, seja direto ou indiretamente. A mídia nacional tem um papel determinante para a absorção da cultura do esporte, pois o que é exibido nas principais mídias não são só as informações dos campeonatos locais e mundiais, mas também conteúdo televisivo por meio de novelas, filmes, seriados e anúncios publicitários.

Mas quais são os fatores preponderantes que influenciam o comportamento de compra dos produtos surfwear? Como podemos constatar a prática de surf faz parte da esfera cultural de vários países mundiais. Não é só cultura, também é religião, é um modelo de comportamento sócio-cultural que rompe países e estilos de vida, de línguas, sinais e dialetos refletindo uma forma alternativa de viver alegremente e de ser saudável.

No Brasil a cultura de praia é vivenciada por milhões de brasileiros, principalmente nos períodos de alta estação. Podemos afirmar que a subcultura de cada região brasileira, isto é, as regiões litorâneas, mantêm a cultura de beira de praia e leva milhões de adeptos à prática de surf movimentando a economia local e consequentemente desenvolvendo a cultura mundial do surf. Temos que afirmar que a cultura de beira de praia não arrasta somente os praticantes do esporte, mas milhões de pessoas que sofrem influências dos fatores sociais, como por exemplo, dos grupos de referências, “a tribo do surf”.

Não existe uma classe social determinante para exercer o processo de compra. Muito pelo contrário, diversas praias próximas as regiões mais carentes desenvolvem projetos sócio-educativos entre os mais jovens, com o objetivo de viabilizar o ingresso dos alunos aos campeonatos locais, ou até mesmo, afastar tais jovens da ociosidade, das drogas e da marginalidade. Os projetos viabilizam os fatores pessoais, como o estilo de vida, entre esses jovens, tornando-os futuros consumidores do mercado surfwear e abrem percepção dos fatores psicológicos das classes mais elevadas. Isto é, com tantas matérias jornalísticas impressas e televisivas, documentários, novelas, filmes, eventos, movimentações artísticas e materiais editoriais podem levar os mais abastados a desenvolver motivação, crenças e atitudes para adquirir os produtos surfwear. Mas o que representa simbolicamente os produtos e acessórios para os consumidores, praticantes do esporte ou não?


2. PROBLEMA DE PESQUISA


O mercado surfwear nacional está em um nível profissional acima de muitos esportes difundidos e apreciados por milhões de brasileiros. Não podemos deixar também de afirmar que o surf nunca foi visto com bons olhos por vários segmentos da sociedade, pois ele sofreu um forte processo discriminatório nos anos 70, 80 e 90.

Para muitos segmentos abastados da sociedade, o surf era visto como um esporte de pessoas vãs, usuários de drogas e sem a mínima representatividade sócio-cultural e profissional no Brasil. Será que em outros esportes de alto nível não existe o caso de doping ou do consumo de drogas ilícitas? Entretanto, o cenário representativo da cultura de beira de praia nos leva a ver a grande mudança de visibilidade no século XXI: o surf é um esporte de alto nível, praticado por crianças, jovens, adultos, idosos, deficientes físicos, homens ou mulheres. A indústria surfwear movimenta um grande volume de dinheiro, existe um grande conglomerado de mídia segmentada, fomenta o turismo mundial em diversas regiões no país, gera emprego e renda para milhões de brasileiros, mantém uma elite de competidores profissionais que representam o país em competições mundiais, etc.

O principal problema de pesquisa consiste no fato de como as pessoas que formatam a sociedade aracajuana, surfistas ou não, são motivadas a adquirir as roupas e acessórios ligados ao universo surfwear. 

É correto afirmar que através da forte percepção provocada pelo uso exacerbado das imagens representativas, ou melhor, simbólicas que aparecem nos anúncios publicitários ou nas produções televisivas e cinematográficas, a exemplo da novela Três Irmãs, exibida pela Rede Globo pode interferir na preferência de compra da unidade compradora em optar por marcas ligadas diretamente ao esporte no mercado aracajuano. Mas será que existem outros fatores que influenciam em optar pela aquisição das roupas e acessórios surfwear?


2.1 OBJETIVO GERAL


O objetivo geral é verificar quais percepções levam os aracajuanos a adquirirem roupas e acessórios do mercado surfwear no mercado local.


2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS


Identificar quais são os diferencias perceptíveis dos aracajuanos ao adquirirem as roupas e acessórios ligados ao universo surfwear.

Verificar o perfil do consumidor que adquire roupas e acessórios surfwear.

Detectar as principais mídias que abrem a percepção para a comercialização das roupas surfwear.

Verificar a aceitação dos produtos e percepção das marcas surfwear pela unidade compradora.


2.3 QUESTÕES DE PESQUISA


Será que os consumidores aracajuanos já adquiriram roupas e acessórios surfwear?

O que motiva os aracajuanos a adquirirem as roupas e acessórios ligados ao esporte?

Quais os diferenciais que os consumidores têm das roupas e acessórios surfwear?

Quais as marcas surfwear mais conhecidas entre os consumidores de aracajuanos?

Qual a visão que os aracajuanos têm referente ao esporte?

Quais as mídias mais incisivas na percepção do esporte que podem levar para o ato de compra ou comportamento?



2.4. HIPÓTESES



Se eles consumiram ou consumiriam produtos ligados ao esporte ou não, quais os motivos mais pertinentes.

Existem realmente diferentes segmentos de público que podem ser atendidos pelas lojas surfwear na cidade Aracaju.

Os consumidores aracajuanos compram roupas e acessórios de lojas ligadas diretamente ao esporte, ou adquirem das grandes lojas de departamento.

Quais são os produtos da indústria cultural que mantêm maior incidência no comportamento do consumidor.

Os consumidores enxergam a prática do surf como um esporte de alto nível que traz benefícios ligados ao comportamento e a saúde do praticante ou mantém a visão difusa que não agrega valor ao esporte.

2.5 JUSTIFICATIVA


A partir da década de 90 a cidade de Aracaju vem passando por um forte aumento no fluxo migratório de novas pessoas ou famílias vindas de outros estados do Brasil e das cidades circunvizinhas. O aumento desse fluxo favorece a inserção de novos hábitos de comportamento e consumo entre os que nasceram e foram criados na cidade. Como conseqüência, o desenvolvimento sócio-econômico-cultural vem se tornado referência na região nordeste abrindo cada vez mais a percepção das principais qualidades da cidade aracajuana: desenvolvimento econômico, moradia, segurança, calmaria, belezas naturais, população receptiva, etc.. O desenvolvimento favorece o aumento do fluxo turístico ou na migração de novos habitantes na terra dos papagaios e cajueiros.

O processo de transição de novos hábitos de comportamento demonstra que as pessoas buscam no momento de lazer, diversão, contato com a natureza, nesse caso, as praias aracajuanas. Fica perceptível para os segmentos empresariais a transição de comportamento e por isso, passam a promoverem produtos e serviços nas principais mídias publicitárias representando o universo da cultura de beira de praia.

Também existe o aumento perceptível das lojas de departamentos e das lojas especializadas surfwear que contribuem para a popularização da prática do esporte e conseqüentemente da cultura surf. Não existe um número concreto dos praticantes, mas torna-se visível o crescimento da tribo do surf nas praias aracajuanas. A difusão da imagem através dos meios de comunicação por meio das matérias jornalísticas esportivas favorece o crescimento e desenvolvimento do esporte.

Os números do mercado surfwear apresentados na introdução refletem claramente a importância do segmento na economia brasileira e local, onde movimenta bilhões de reais por ano. Mas serão somente os surfistas que consomem as roupas e acessórios ligados ao esporte? E qual a percepção da cultura surf pelos consumidores ao adquirirem os produtos surfwear?

Outro fator preponderante para buscarmos entendimento sobre o estudo de mercado é se o consumidor, no momento da troca, tem a noção do produto adquirido: ele está relacionado diretamente às principais marcas que investem no desenvolvimento surf, na realização dos campeonatos e na inovação tecnológica dos produtos que compõem a prática do esporte. Isto é, existem muitas lojas de departamentos utilizando design têxtil objetivando vincular ao produto os simbolismos da cultura surf, mas não fazem investimentos concretos em campeonatos, na profissionalização dos atletas competidores, na inovação tecnológica dos produtos, em campanhas ambientais objetivando a educação da população a respeito da degradação das praias, no apoio e incentivo de projetos sociais vinculados diretamente à prática do esporte, etc.

E por último, haja vista uma vasta diversificação nos tipos de mídias, nos produtos desenvolvidos pela indústria cultural em geral que exibem a forte percepção das simbologias da tribo do surf, mas que é esse consumidor, como ele se comporta no planejamento de compra e de que forma ele visualiza a compra do produto, ou não.


3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA PARCIAL SOBRE O TEMA DE PESQUISA

Existem alguns estudos no campo acadêmico brasileiro, diversas áreas de estudo tecem informações científicas referente a prática do esporte, o desenvolvimento do mercado, a visibilidade que o esporte mantém, o comportamento de compra do praticante do esporte, estudo segmentado de mídia, etc. Mas a área que mantém maior abrangência é o crescimento do mercado, pelo fato de crescer mais de 100% em apenas quatro anos e originar diversas empresas que mantém marcas próprias, ou franquias das maiores empresas a nível nacional, ou lojas de revenda de roupas e acessórios.

No estado de Sergipe, nas cidades litorâneas onde mantêm a prática do esporte existe lojas que revendem as principais marcas do país. Outro fato interessante é a presença das roupas e acessórios nas cidades com maior concentração de pessoas, como Itabaiana, Lagarto, Nossa Senhora do Socorro, etc. Na cidade de Aracaju existe uma maior concentração de lojas e praticantes do esporte, mas não existem pesquisas que forneçam números de mercados concretos para avaliarmos e estudar mais profundamente o mercado. Esse paralelo aberto pela falta de estudo, proporciona o desenvolvimento de estudos dirigidos no comportamento do consumidor e pesquisas de mercados.

Ao questionarmos a falta de dados concretos no mercado partimos para o campo da análise perceptiva. Identificamos a estrutura das empresas que fazem parte do comércio aracajuano. Elas revendem roupas e acessórios das principais marcas do país, pois não existe uma fábrica de roupa surfwear no estado de Sergipe. Existem algumas marcas locais que compram as roupas e acessórios sem marcas nos principais centros do Brasil e em seguida fixam as etiquetas que estampam suas marcas. Os números de marcas locais não passam de três empresas representativas ao esporte. Existem também as grandes lojas de departamentos localizadas no centro da cidade e nos dois shoppings de Aracaju.

Como podemos constatar o mercado e a área acadêmica são carentes de estudos dirigidos ao comportamento do consumidor e as pesquisas mercadológicas no segmento surfwear. Essa lacuna proporciona o estudo empírico para apoiarmos concretamente a análise do comportamento do consumidor. Existem algumas publicações editorias brasileiras segmentadas ao esporte, mas avaliaremos o estudo de caso por autores de diversas áreas como o comportamento do consumidor, marketing, publicidade e propaganda, psicologia, etc.

A autora Klein (2002) cita que o mercado mundial percebeu que as marcas não são puras e simplesmente produtos ou serviços. Ela vai além da sua funcionalidade, apresenta-se de frente para os consumidores como um diferencial de vida, de prazer, de conjuntos de valores e comportamento. Ela cita que no ano de 1992 o número demográfico de adolescentes na América aumentou consideravelmente e devido a isto, muitas empresas estavam obtendo baixos índices de crescimento. Para a autora o erro das equipes de marketing era a segmentação difusa da faixa etária, pois elas pensavam que os consumidores estavam cegos por suas marcas, mas o caso não era a cegueira, era a incompatibilidade de produtos e serviços para uma faixa etária que não fazia parte do estudo demográfico do ano de 1992. A autora vai além, ela cita que muitas empresas que focaram a demografia dos jovens estavam em forte expansão de mercado, como por exemplo, a MTV, Microsoft, Nike, Netscape, etc.

Outro fator de grande relevância para o estudo do comportamento do consumidor é quando Klein (2002) apresenta as empresas norte-americanas que souberam inovar tecnologicamente os seus produtos e serviços, e posteriormente, conseguiram adequar de forma correta os produtos e serviços para o crescente número de jovens segmentados. Os produtos e serviços não eram vendidos somente para os adolescentes, mas para os adultos também, ou melhor, como a própria autora cita, os imitadores crescidos. Esse segmento crescido era composto pelos pais ou pelas pessoas adultas que compõem as famílias dos adolescentes.

Aqui cabe a nós fazermos um contra ponto: se o berço do desenvolvimento do surf foi a Califórnia, nos estados unidos, e na década de 90 o esporte passou a ganhar maior notoriedade no mercado mundial, inclusive no Brasil, e especificamente na cidade de Aracaju, e em contra partida o número de adolescente naquela década tinha aumentando, então existiu uma forte possibilidade de os adolescentes praticarem o esporte, e esses adolescentes da década de 90 são adultos nos dias atuais. Aqui cabe pensarmos da seguinte forma: já que os fatores que influenciam o comportamento de compra como os culturais, sociais, psicológicos e fatores pessoais. Cabe analisarmos especificamente os fatores pessoais, que envolvem o clico de vida “estágios da idade”, o estilo de vida e condições econômicas. A composição família (pais) nos dias atuais era adolescente na década de 90, então podemos afirmar que o fator social nos dias atuais, como família, pode influenciar uma alternância de comportamento entre pais e filhos, como ocorreu no estudo de marketing realizado pelas empresas que mais cresceram na década de 90 no mercado americano. A partir desse pressuposto, poderemos afirmar que o mercado surfwear aracajuano pode ser composto por imitadores crescidos com citou a autora.

Outro objeto de estudo empírico bastante interessante é o fator da congruência proposta pela teoria psicanalítica de Sigmund Freud, que existe quando o consumidor opta por determinados produtos e marcas que transparecem o que eles são ou que gostariam de ser. Se existe uma incompatibilidade entre os números de surfistas que consomem os produtos surfwear em relação ao crescimento de visibilidade e lucrabilidade das marcas ligadas diretamente ao esporte, a teoria da congruência abre perspectiva para analisar os consumidores aracajuanos. Ao adquirir as roupas e acessórios os consumidores se vêem como praticante ou simpatizante da tribo do surf.  A publicidade contribui para a formatação dos significados simbólicos relacionados ao esporte, remetendo códigos visuais nas suas peças publicitárias. Dessa forma a opção dos consumidores optarem pelo uso das marcas que compõem o universo surfwear estampados nas roupas ou acessórios poderá provocar ostentação junto à sociedade.

O fator envolvimento entre as roupas e acessórios surfwear e consumidor dá origem ao processo de percepção que está relacionado com a memória. Ela ajuda a organizar o processo de exposição das informações dos comerciais publicitários que criam estímulos nos consumidores, onde levará para o processo do estágio da exposição das simbologias ligadas diretamente ao esporte. É a partir dos órgãos sensoriais dos consumidores que são ativados todos os mecanismos de informação do universo surf. A atenção é a capacidade cognitiva para um estímulo, fortalece a maneira que a mensagem publicitária pode ser processada pelo consumidor, seja pela atenção preliminar, voluntária e involuntária.

O estágio de compreensão permite aos consumidores perceberem as formas, as figuras e as linhas em seu mundo visual. A Gestalt (padrão ou configuração) é muito usada, assim como, a semiótica: que é área de estudo que analisa o símbolo e seus significados. E as marcas e códigos visuais trabalhados pelos anúncios publicitários, novelas, projetos editorias, etc., utiliza-se para remeter todos os significados simbólicos do universo surf. 


4. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

4.1 TIPO DE PESQUISA

O tipo de pesquisa será a de mercado.


4.2 UNIVERSO DE PESQUISA


A pesquisa será realizada nos principais shoppings de Aracaju, nas universidades, no centro da cidade (calçadões João Pessoa e Laranjeiras) e na orla da praia da Atalaia. Todos os ambientes citados são freqüentados por uma vasta diversidade sócio-econômica de público e perfis psicográficos variados, que consomem produtos midiáticos e são classificados como sendo prováveis consumidores das roupas e acessórios surfwear.
4.3 SUJEITO DE PESQUISA
Compreende prováveis compradores ou adeptos que praticam ou convivem com o ambiente surfwear. Homens e mulheres acima de 10 anos que têm poder de influenciar ou decidir a compra das roupas e acessórios do mercado surf.


4.4 AMOSTRA


Será utilizado um modelo de amostra probabilística simples onde o objeto de estudo torna-se o próprio mercado surfwear, assim como os aspectos definidores de sua composição, entre eles o perfil dos consumidores, os hábitos de compra e a percepção das marcas surfwear no mercado aracajuano.


4.5 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS


O instrumento de coleta de dados incorpora o modelo de questionário com perguntas abertas e fechadas de análise qualitativa e quantitativa, aplicado em pontos previamente estabelecidos no universo de pesquisa e datas a confirmar.

Modelo: Este questionário é parte de um estudo de pesquisa mercadológica que visa conhecer um pouco mais da sua preferência como consumidor do mercado surfwear. Será mantida a identidade anônima do entrevistado de acordo com sua preferência.

1)Qual a sua idade?

(   ) 10 a 17 anos.

(   ) 18 a 25 anos.

(   ) 26 a 33 anos.

(   ) 34 a 41 anos.

(   )mais de 41 anos.


2)Prencher de acordo com o sexo do entrevistado:

(   )Masculino (   )Feminino

3)Atualmente qual é o seu estado civil?

(   )Solteiro(a)

(   )Casado(a)

(   )Divorciado(a)

(   )Outros


4) Você pratica o esporte surf?

(   )Sim               (   )Não

5) Você já comprou roupas ou acessórios ligados diretamente a prática esportiva surf? Se a sua resposta for sim, informe a média de tempo que você leva para efetuar as suas compras de produtos surfwear e o nome da loja que efetuou a compra.

(   )Sim               (   )Não

R:

6) O que te motiva a adquirir produtos ligados ao esporte surf?

R:


7)Cite o(s) diferencial(is) das roupas e acessórios surfwear quando comparadas com outros modelos de roupa.

R:

8)Você conhece algum surfista da cidade de Aracaju? Se a resposta for sim indique o grau de relacionamento.

(   )Sim               (   )Não

R:


9)Cite um ou mais marcas de roupas e acessórios ligados diretamente à prática do esporte.

                   R:


10)Qual(is) a visão(ões) que você tem referente aos praticantes do esporte surf?

                   R:


11)Em que mídias publicitárias você já viu a imagem surf ser divulgada?

(   )Jornais televisivos

(   )Jornais impressos

(   )Fachadas de empresas “vitrines”

(   )Web Pages-Internet

(   )Outdoor

(   )Novelas

(   )Filmes

(   )Minisséries

(   )Panfletos e Folhetos

(   )Novelas

(   )Mostra Cultural

(   )Campeonatos Locais

(   )Roupas e acessórios de quem pratica o esporte

(   )Comercial de televisão

(   )Luminosos e painéis

5. BIBLIOGRAFIA


KLEIN, Naomi. Sem Logo. A tirania das marcas em um planeta vendido. São Paulo: Editora Record, 2002.

KLOTER, Philip. Marketing para o século XXI. São Paulo: Editora Futura, 1999.




http://mkt360.blogspot.com/2008/07/mercado-do-surf-movimenta-r-5-bilhes-no.html


Revista Hardcore, nº 192. São Paulo: Editora Nalu, agosto de 2005.

Revista Alma Surf, nº 22. São Paulo: Editora Cosmos do Brasil, julho/agosto de 2004.

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Projeto Visual Protel Teleinformática


Fechar parcerias ao longo da vida profissional é a melhor coisa que existe. Você aumenta o leque de clientes, se relaciona com diversos tipos de cabeças pensantes, estuda diversos segmentos de mercado, amplia o velho formato de publicidade boca-a-boca (diga-se de passagem, um dos modelos mais eficazes de comunicação). A parceria leva o profissional de marketing a estudar mais afundo o negócio do cliente, conhecer as peculiaridades, as variáveis positivas e negativas do mercado.

Quando se encontra um bom parceiro, o debate sobre o marketing da empresa flui com mais intensidade, com mais cumplicidade, mais confiança, deixando bem claro que a proposta não é errar, e sim acertar precisamente para alavancar o crescimento do empreendimento.

Referente ao erro, eu quero que me aponte um profissional que jamais errou até hoje, um profissional que foi só acerto. Será que existe? Quando a parceria é verdadeiramente sólida o erro torna-se acerto no relacionamento! Isto é, dependendo do grau de erro é claro. Você não vai colocar em risco a verba financeira publicitária do cliente, nenhum profissional é louco de errar em todo o composto de comunicação e comprometer por completo o Planejamento de Marketing. O cliente espera alcançar os objetivos de comunicação, ele quer mesmo é ver o negócio dele prosperar.

Tem tipos de erros que uma boa conversa orientada para o acerto só faz fortalecer a parceria e a confiança. Péssimo é quando um cliente acha que nunca erra, ou que os profissionais têm que aceitar todas as indiferenças de comportamento pelo fato de ele estar pagando. Jamais tal comportamento pode ser classificado como parceria. Sem compreensão, atenção, valorização, respeito e cumplicidade não existem parcerias certas, ela nunca florescerá.

O diretor da Protel Telecomunicações sempre será um parceiro/cliente de CFcomunicólogo. É o tipo do cliente que contesta, interroga, demonstra interesse em conversar, é convicto no que almeja. Qual é a empresa que não quer um cliente assim? Ou você acha que o cliente tem que fazer o papel de calado, de aceitar todas as propostas sem contestar, sem demonstrar interesse profundo sobre a proposta de trabalho. Quer dizer que o profissional do marketing apresenta a proposta e o cliente só balança a cabeça? Lamento discordar, acredito que mesmo o cliente gostando do material ele tem que interrogar e questionar o trabalho como um todo.

CFcomunicólogo investe no diálogo com o cliente, apresenta de forma clara e objetiva as propostas de comunicação e até onde a empresa pode chegar. Por isso, a comunicação da Protel Teleinformática foi implantada para alcançar o sucesso. O fato é simples: através da parceria exercida com profissionalismo, conversa, respeito e confiança, o resultado final sempre floresce o crescimento de participação do mercado.

Cliente: Protel Teleinformática
Março de 2004